Kimimasa Mayama/EFE/EPA
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Mercados internacionais fecham sem sentido único com foco nas eleições dos EUA

Foco continua sendo a disputa presidencial dos EUA, que permanece indefinida; Biden mantém 253 votos no colégio eleitoral, contra 214 do presidente Donald Trump

Sergio Caldas e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 06 de novembro de 2020 | 19h27

As Bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 6, com investidores atentos à apuração dos votos da eleição presidencial dos Estados Unidos, que mantém o democrata Joe Biden na liderança pela conquista da Casa Branca. No entanto, Europa e Nova York encerraram majoritariamente em queda, com a sensação de realização de lucros e também de olho na possibilidade de Donald Trump judicializar a eleição.

O foco continua sendo a disputa presidencial dos EUA, que permanece indefinida. Biden mantém 253 votos no colégio eleitoral, contra 214 do presidente Trump, segundo a AFP. Para assegurar a vitória, são necessários 270 votos. Nesta sexta, a apuração dos votos mostrou que Biden reverteu o porcentual na Geórgia e Pensilvânia, assumindo a liderança.

Com as atenções voltadas para a eleição americana, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ficou em segundo plano. Como se previa, o Fed manteve ontem seus juros em níveis próximos de zero, mas ressaltou que a atividade da maior economia do mundo permanece "bem abaixo" dos níveis anteriores à pandemia do novo coronavírus.

Bolsas da Ásia 

Em Tóquio, o índice acionário japonês Nikkei subiu 0,91%, atingindo o maior patamar desde novembro de 1991, graças ao bom desempenho de ações dos setores financeiro e siderúrgico. Já o sul-coreano Kospi teve modesto ganho de 0,11% em Seul, mas garantiu o quinto pregão consecutivo de valorização, enquanto o Hang Seng registrou alta marginal de 0,07% em Hong Kong e o Taiex subiu 0,42% em Taiwan.

Por outro lado, os mercados chineses ficaram no vermelho, após acumularem ganhos em sessões recentes. O Xangai Composto caiu 0,24% e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,77%. Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu o tom predominante na Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,82% em Sydney

Bolsas da Europa 

A sensação de realização de lucros pesouna Europa nesta sexta e os índices fecharam em baixa, mas com bom desempenho semanal. O índice Stoxx 600 encerrou em baixa de 0,20%, a 366,40, mas saltou 7,02% na comparação semanal. "Acho que é só uma pausa para respiro", comentou o chefe de estratégias de investimentos para a Europa, Oriente Médio e África da consultoria State Street Global Advisors, Altaf Kassam, em referência às perdas de hoje depois do rali recente.

Frankfurt cedeu 0,70% e Paris recuou 0,46%, mas ambos acumulam alta de 7,99% e  7,98% na semana. Londres subiu de 0,07% e avançou 5,97% no acumulado dos últimos cinco pregões. Milão, Madri e Lisboa caíram 0,25%, 0,78% e 1,57% cada, mas sobem respectivamente 9,69%, 6,48% e 2,43% na semana.

Bolsa de Nova York

O mercado de Nova York registrou sessão volátil, alternando entre altas e baixas. Houve pressão negativa sobre os índices, após ganhos fortes em pregões recentes, com investidores ainda à espera dos resultados finais da disputa à presidência americana. O Dow Jones fechou em baixa de 0,24%, o S&P 500 caiu 0,03% e o Nasdaq avançou 0,04%. Na comparação semanal, os ganhos acumulados foram de 6,87%, 7,32% e 9,01%, respectivamente.

Entre os setores, o de energia puxou as baixas, mas o financeiro também recuou - JP Morgan caiu 1,33% e Bank of America, 1,22% -, mas o  de tecnologia teve alta modesta, com Microsoft em alta de 0,19% e Apple em baixa de 0,12%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo registraram quedas consideráveis hoje, com investidores atentos à apuração nos Estados Unidos, mas também novamente cautelosos diante de riscos à demanda pela commodity. O WTI para dezembro fechou em baixa de 4,25%, em US$ 37,14 o barril, mas com alta de 3,77% na comparação semanal. O Brent para janeiro caiu hoje 3,62%, a US$ 39,45 o barril.  

O Julius Baer comenta em relatório que a prolongada apuração americana tem chamado a atenção de todos os mercados, inclusive no petróleo, mas considera que o resultado não deve alterar tendências estabelecidas para a commodity. O banco vê um quadro de oferta mais contida, enquanto a demanda mostra sinais de recuperação, mas também alerta sobre riscos importantes, como novas ondas da covid-19

O TD Securities, por sua vez, afirma em levantamento que, após as levas do vírus e das restrições em vários países da Europa, a doença volta agora a mostrar força nos EUA. O banco de investimentos destaca que a situação por enquanto é pior no Meio-Oeste, com aumento nos casos e nas taxas de hospitalização. Os EUA têm registrado recordes de novos casos diários da doença e analistas ponderam se isso pode se traduzir em quadros mais delicados na crise de saúde e em consequentes paralisações parciais da atividade, penalizando a demanda pelo petróleo./COLABORARAM MAIARA SANTIAGO E GABRIEL BUENO DA COSTA

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