Com forte oscilação, Bolsa segue NY e cai 0,47%

No mês, a Bolsa acumula perdas de 9,12% e, no ano, de 7,51%. Dólar fechou cotado a R$ 1,601, queda de 0,44%

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

07 de julho de 2008 | 17h54

A semana abriu com muita oscilação no mercado acionário, doméstico e norte-americano. Pela manhã, quando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a subir quase 2,5% na máxima do dia, poucos acreditavam que o índice poderia cair, dado o vigor da elevação. Mas a queda veio no início da tarde, acompanhando a virada em Nova York. Apesar de o petróleo ter dado uma trégua, notícias sobre as financiadoras de hipotecas norte-americanas levaram os investidores para a ponta vendedora.  Como resultado, a Bovespa fechou em baixa de 0,47%, aos 59.088,2 pontos. Oscilou entre a mínima de 58.731 pontos (-1,07%) e a máxima de 60.795 pontos (+2,41%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 9,12% e, no ano, de 7,51%. O volume financeiro totalizou R$ 4,596 bilhões (preliminar).  Na Europa, as bolsas subiram, ajudadas pelas ações das companhias de petróleo mas, nos EUA, o Dow Jones encerrou em queda de 0,50%, aos 11.232,0 pontos, o S&P teve baixa de 0,84% e o Nasdaq, de 0,09%.  A sessão foi marcada por muito sobe-e-desce. Pela manhã, a queda do petróleo e a valorização das ações da General Motors ajudaram os índices acionários a abrirem a semana em alta. Mas, à tarde, um relatório do Lehman Brothers sobre Freddie Mac e Fannie Mae pesou sobre os negócios. No documento, o banco afirmou que uma mudança contábil pendente pode exigir que a financiadora de hipotecas Fannie Mae levante US$ 46 bilhões em capital extra e a Freddie Mac, outros US$ 29 bilhões, o que totaliza US$ 75 bilhões. Embora o autor do relatório tenha dito que é provável que as empresas sejam isentadas da mudança, as ações refletiram o documento e despencaram.  A queda foi amenizada pelo recuo do petróleo. O preço do barril na bolsa de Nova York recuou 2,70%, a US$ 141,37, refletindo a notícia de um possível entendimento entre o Irã e o Ocidente sobre o programa nuclear do país do Oriente Médio. Aqui, Petrobras até ensaiou uma elevação no período da manhã, mas com a inversão de rumo no início da tarde, as ações passaram a cair e não mais retornaram ao patamar positivo. Além da venda por parte principalmente de estrangeiros - que bateram também na vale, temporariamente - as ações ainda repercutiram as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que o governo não cogita um novo reajuste no preço da gasolina. "Não trabalhamos ainda com a hipótese de rever os preços dos combustíveis no Brasil", anunciou. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras caiu 2,55% e as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras caíram 2,94%.  Vale, que foi derrubada no meio da tarde pelos estrangeiros, conseguiu se recuperar depois e fechou com ligeira alta. A empresa, assim como as siderúrgicas, ajudaram a diminuir as perdas do Ibovespa. Vale ON, +0,12%, Vale PNA, 0,35%, CSN ON, 3,37%, Usiminas PNA, 4,48%, Gerdau PN, 3,03%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,29%.  Mercado cambial O dólar no mercado à vista acompanhou parcialmente a piora dos mercados norte-americanos e da Bovespa à tarde e reduziu a queda no fechamento. Com um fluxo cambial positivo, o pronto terminou em baixa, mas acima da marca de R$ 1,60 pela quinta sessão consecutiva desde mês de julho, cotado a R$ 1,601 (-0,44%) na roda da BM&F e no balcão. "Houve ingressos financeiros e uma parte deles pode ter sido antecipação da entrada esperada de cerca de US$ 3 bilhões da Vale", disse um operador. Ainda assim, novos ingressos são dados como certo nas próximas sessões, o que pode justificar a manutenção da queda do pronto pela segunda sessão consecutiva", observou um operador.

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