Com greve de caminhoneiros, RS está abastecido até próxima semana

Segundo o presidente do Ceasa RS, até agora foram registrados ‘atrasos pontuais’, sem falta de nenhuma mercadoria

Tássia Kastner, da Agência Estado,

31 de julho de 2012 | 19h21

PORTO ALEGRE - A paralisação dos caminhoneiros autônomos deve começar a afetar o abastecimento de hortifrútis no Rio Grande do Sul a partir da próxima semana, projeta a estatal Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa RS). Segundo o presidente da entidade, Paulino Olivo Donatti, até agora foram registrados "atrasos pontuais", sem falta de nenhuma mercadoria.

Os protestos que dificultam o trânsito de caminhões pelo Estado ocorrem desde a última quarta-feira, mas ganharam maiores proporções no começo desta semana, com o aumento no número de pontos de bloqueio e interrupção da passagem de caminhões na BR-101. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o trânsito para veículos de carga nessa rodovia foi liberado por volta do meio-dia de hoje.

Nos supermercados, no entanto avaliam que não terão problemas de falta de produtos.Para a Associação Gaúcha de Supermercados, a diversidade de fornecedores para um mesmo item garante que as prateleiras se mantenham abastecidas no Estado. Segundo Antonio Cesa Longo, presidente da Associação, no caso de produtos perecíveis os estoques dos supermercados são de dois dias no Estado, mas como há fornecedores variados o abastecimento estaria garantido.

Outro setor que poderia sofrer com as entregas, os combustíveis, também não enxerga dificuldades no abastecimento no curto prazo. Conforme Adão Oliveira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis no Estado (Sulpetro), os transportadores de combustíveis no Estado seguem trabalhando e apenas encontram algumas dificuldades em trechos das estradas, mas nada que os impeçam de realizar as entregas.

A visão otimista de que o mercado se mantém abastecido contrasta com o discurso do representante do Movimento União Brasil Caminhoneiros (MUBC) na grande Porto Alegre, Osmar Lima, e também com o posicionamento do Sindicato das empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs).

Para as duas entidades, a princípio antagônicas, o Rio Grande do Sul está parado. José Carlos Silvano, presidente do Setcergs, diz que já há falta de caminhões e mesmo quem pode, não está saindo das garagens, para não entrar em conflito com os manifestantes. Para ele, a partir de amanhã o Estado começará a sentir pressão nos preços, especialmente de produtos vindos de outras regiões. "O abastecimento local chega, mas o de outros Estados, não".

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