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Com incertezas no cenário político e econômico, dólar renova máximas

Valorização contraria movimento da moeda no mercado internacional, que cai com a alta do preço do petróleo e com o temor com o aumento de juros nos EUA

Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2016 | 12h50

O dólar renovou a máxima intraday frente o real na manhã desta segunda-feira, 5, em meio a um giro fraco e compras defensivas dadas as incertezas no campo político e fiscal doméstico, segundo agentes de câmbio. O ajuste positivo frente o real contraria a persistente queda do Dollar Índex no exterior e também em relação a divisas de países emergentes e exportadores de commodities. Às 12h, o dólar à vista estava em alta de 0,88%, aos R$ 3,27. 

A alta do petróleo nesta segunda-feira e a percepção de que há mais chance de elevação de juros nos EUA em dezembro do que em setembro ajudam a enfraquecer a divisa americana lá fora e a dar sustentação às Bolsas internacionais e à Bovespa, de acordo com analistas do mercado.

O petróleo continua sendo amparado por notícias de que a Rússia, Arábia Saudita e outros países estão negociando um acordo para congelar a produção de petróleo nos níveis atuais por até seis meses. De acordo com o ministro de Energia russo, Alexander Novak, a produção de petróleo poderá ser congelada nos níveis verificados em julho, agosto e setembro. O ministro também comentou que mais países, como Emirados Árabes Unidos, poderão participar do acordo.

Em contrapartida, as ações da Vale recuam, limitando a alta da Bolsa brasileira, pressionadas pela queda dos preços do minério de ferro na China e após o rebaixamento anunciado pelo UBS da recomendação para as ações da mineradora, de neutro para venda, reduzindo também o preço-alvo das ADRs de US$ 5,45 para US$ 4,20.

Às 11h29, as ações ON e PNA da Vale caíam 1,04% e -1,16%, respectivamente. Já Petrobrás PN, subia 1,62% e a ON, +1,92%. O Ibovespa avançava 0,35%, aos 59.826,35 pontos. Na renda fixa, no mesmo horário, o DI para janeiro de 2018 estava em 12,53%,ante 11,52% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 permanecia em 11,90%, de 11,89% no ajuste de sexta-feira. 

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