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Com insumos biológicos, Biotrop busca espaço no mercado internacional

Empresa de defensivos biológicos e inoculantes controlada pelo fundo Aqua Capital espera obter os registros para venda de insumos no mercado europeu e no norte-americano.

Isadora Duarte, Clarice Couto e Tânia Rabello, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2021 | 05h00

A brasileira Biotrop, empresa de defensivos biológicos e inoculantes controlada pelo fundo Aqua Capital, está com um pé no mercado europeu e no norte-americano. A partir do ano que vem, espera obter os registros para venda de insumos nesses locais. A meta da empresa é em dois a três anos atingir 40% de faturamento com exportações, conta Jonas Hipolito, diretor de Marketing e Estratégia. Em 2020, as vendas externas representaram não mais do que 7% dos R$ 108,79 milhões de faturamento. “Hoje, as vendas mais significativas são para Bolívia, Argentina e Paraguai”, diz. Mas ainda neste ano a Biotrop deve mandar as primeiras remessas para Chile, Colômbia, Equador e Peru. Já a Ásia está no foco de médio prazo.

Por aqui, crescimento firme. No País, a companhia atua em todas as regiões e planeja maior presença em cana, café, tomate e amendoim. Após alta de 140% no primeiro semestre, prevê crescer cerca de 95% em receita este ano, enquanto o mercado deve avançar 37%.

Novos investimentos no horizonte. Para sustentar o crescimento, a Biotrop está ampliando a capacidade produtiva de sua planta de Curitiba (PR). Pretende contar com capacidade 70% maior já no 1.º trimestre de 2022. 'Em até um ano e meio, teremos que pensar também em uma nova fábrica", diz Tomás Romero, sócio do Aqua.


Sem lactose. A Positive Brands, produtora de leites vegetais, comemora os resultados da joint venture firmada em 2020 com o grupo 3Corações. Felipe Carvalho, sócio da Positive, diz que, com a distribuição e logística a cargo da gigante do setor de café, sua empresa dobrou as vendas em 2020. A perspectiva para 2021 e 22 é garantir igual avanço.

Capilaridade. A parceria com a 3Corações permitiu que as bebidas da marca “A Tal da Castanha”, a principal da Positive Brands, alcançassem 20 mil pontos de venda. “Para 2022, chegaremos a 30 mil”, diz Carvalho. A produção de leites vegetais, que neste ano alcançou 8 milhões de litros, deve crescer em 2022 para 12 milhões de litros.


Quanto vale? O êxito das Cédulas de Produto Rural (CPR) Verdes, lançadas em outubro pelo governo para remunerar produtores por serviços ambientais, dependerá do quanto o mercado aceitará pagar pelo papel. É o que diz Guilherme Pessini, superintendente de Agronegócios do Itaú BBA. “Temos um produto similar à CPR Verde, que dá desconto em taxa de juros para quem mantiver a floresta em pé, que ainda não decolou”. O desafio, diz, será casar remuneração que atraia o produtor e retorno do investidor.

Na mira. A britânica Fairr Initiative – entidade que reúne fundos de investimento globais, com US$ 40 trilhões em ativos – vai divulgar dia 1.º nova edição do Fairr Index. Nele, as 60 maiores empresas de proteína animal do mundo, incluindo JBS, Marfrig e Minerva, são avaliadas em relação a critérios ESG (ambiental, social e de governança), diz Maria Lettini, diretora-geral da Fairr.

Me convença. Lettini adianta que as três gigantes de carne bovina do País progrediram, “mas não o suficiente para convencer investidores”. Segundo ela, “nem todas divulgam as emissões totais de gases do efeito estufa na pecuária ligadas à sua cadeia produtiva”. Para a executiva, os fundos de investimento “querem um progresso real”, pois os resultados das auditorias “têm sido muito irregulares”.


Potencial. A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) vê novas oportunidades para as frutas brasileiras no Canadá. “Ainda há muito espaço para ser explorado”, diz Armínio Calonga Júnior, gerente de negócios da CCBC. Segundo ele, hoje as frutas nacionais chegam “frescas” ao país em até 36 horas e conquistam os consumidores locais pelo sabor “exótico”. Até outubro, o Brasil exportou 15% mais frutas para o Canadá (14,2 mil toneladas) e faturou 19% acima (US$ 21,66 milhões). Melões lideram as vendas.


Trigo transgênico preocupa argentinos. Exportadores argentinos estão preocupados com possíveis impactos na relação comercial com o Brasil após a CTNBio ter autorizado o Brasil a importar farinha de trigo transgênico da Argentina. Moinhos brasileiros rejeitam a medida. Os argentinos garantem que não mandarão trigo geneticamente modificado para cá.

Estadão promove Summit Agronegócio Brasil 2021. Nesta terça-feira e na quarta-feira, o Estadão realiza mais um Summit Agronegócio, desta vez sobre o Brasil na COP-26, a Cúpula do Clima da ONU, que dominará o primeiro dia de debates. No segundo dia serão discutidos os recentes avanços em logística e novas ferramentas de crédito. O Summit será online e gratuito.

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