Com investimento externo, Bolsa sobe e retoma 60 mil pontos

Bovespa terminou a sessão em alta de 1,94%; É a 1ª vez que o índice rompe este patamar desde julho de 2008

Cláudia Violante, da Agência Estado,

16 de setembro de 2009 | 17h27

O fluxo de investimento externo no mercado brasileiro levou a Bovespa a fechar acima dos 60 mil pontos nesta quarta-feira, 16. A Bovespa terminou a sessão em alta de 1,94%. É a primeira vez que o índice rompe este patamar desde julho do ano passado. No mês, o índice acumula ganho de 6,94% e, no ano, de 60,88%.

Veja também:

link Dólar renova mínima em R$ 1,80

especialAs medidas do emprego 

especialUm ano após crise, economia se recupera

O volume financeiro negociado hoje foi o maior do mês, pela primeira vez na casa dos R$ 7 bilhões. Em relação à média diária do mês, o giro movimentado foi 40,12% maior, ao somar R$ 7,018 bilhões. A Bovespa também registrou recorde de negociação, com 488.301 negócios, de acordo com dados preliminares divulgados pela Bolsa. O último recorde tinha sido registrado em 15 de julho passado, com 444.351 negócios.

 

Um dia depois de o presidente do Fed, Ben Bernanke, ter dito que a recessão nos EUA 'provavelmente acabou', os indicadores conhecidos hoje reforçaram a trajetória positiva dos números da véspera. O principal dado observado pelo mercado hoje foi a produção industrial do país - em agosto, o índice subiu 0,8% ante previsão de 0,6%, e o dado de julho foi revisto de alta de 0,5% para 1%. A taxa de utilização da capacidade instalada também agradou ao passar de 69% em julho para 69,6% no mês passado.

 

O Dow Jones terminou a sessão em alta de 1,12%, aos 9.791,71 pontos, o S&P 500 subiu 1,53%, aos 1.068,76 pontos, e o Nasdaq, em 1,45%, aos 2.133,15 pontos, nas máximas do ano.

 

Com a perspectiva de que a principal economia do planeta finalmente esteja saindo do atoleiro, as commodities fecharam em alta, já antevendo um crescimento da demanda. No caso do petróleo, os dados de estoques nos EUA também deram uma mãozinha, ao mostrarem queda maior do que as previsões. Segundo o Departamento de Energia, o na semana encerrada em 11 de setembro, o estoque de petróleo no país caiu 4,729 milhões de barris, ante expectativa de queda de 2,5 milhões de barris. Na Nymex, o contrato do petróleo avançou 2,23%, pra US$ 72,51.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.