Com investment grade, Bovespa bate recorde histórico

Anúncio leva Bolsa de Valores de São Paulo disparar mais de 6%; dólar derrete e fecha a R$ 1,663

Agência Estado,

30 de abril de 2008 | 16h59

Uma hora após o anúncio da elevação da classificação do Brasil para investment grade pela agência Standard & Poor's, a Bolsa de Valores de São Paulo já disparava mais de 6%. Às 16h21, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, avançava 6,31%, aos 67.853 pontos, máxima histórica do índice. Esta é a primeira vez no ano que o Ibovespa bate recorde. Veja também:Brasil é elevado a grau de investimento Como o presidente sempre diz, 'nunca antes neste País...'Entenda o que muda no Brasil O dólar despencou após o corte de 0,25 ponto porcentual dos juros norte-americanos (para 2% nos Fed Funds e para 2,25% no redesconto) e a concessão do grau de investimento para o Brasil pela S&P. A moeda já vinha em baixa desde cedo, influenciada pelo fluxo comercial positivo e a rolagem de contratos futuros em que a pressão dos "vendidos" prevaleceu. Mas a reação dos investidores ao upgrade dado pela S&P provocou uma enxurrada de ofertas de moeda e as cotações à vista e no mercado futuro derreteram. O volume de negócios disparou e o giro total à vista cresceu 271%, para cerca de US$ 13 bilhões. No balcão, o dólar encerrou na mínima de R$ 1,663, em baixa de 2,52%. Com o resultado, a queda acumulada pela moeda em abril ampliou-se para 5,13% e, no ano, para -6,31%.  Nova York O forte desempenho desta quarta-feira, 30, responde apenas aos fatores econômicos internos do País, já que em Nova York as bolsas de valores operam com fraco desempenho após o anúncio, já esperado, do Fed. O índice Dow Jones subia, no mesmo horário, apenas 0,20%, enquanto o Nasdaq caía 0,57%  Os ADRs brasileiros nos mercados de Nova York, porém, dispararam nas negociações desta tarde, logo após o anúncio. Às 16h30, Gafisa liderava as altas, com ganho de 14,60%, para US$ 43,16, seguida por Perdigão, que subia 12,22%, para US$ 56,00, e TAM, em alta de 12,16%, a US$ 23,79. Cemig ganhava 8,85%, a US$ 21,04. Os papéis dos bancos também eram destaque. Unibanco avançava 10,12%, para US$ 143,30, Itaú ganhava 9,39%, a US$ 28,19, e Bradesco operava e, +8,57%, a US$ 22,80. Petrobras ON apresentava alta de 5,08%, a US$ 122,02, e Vale ON registrava + 5,86%, a US$ 39,00.

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