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Com IPI maior, setor de tabaco deve fazer 'rearranjo'

Aumento do IPI e PIS/Cofins para cigarros vai 'desarrumar' o setor, segundo diretor da Souza Cruz

Carolina Freitas, da Agência Estado,

30 de março de 2009 | 13h47

O diretor de Assuntos Corporativos da Souza Cruz, Fernando Pinheiro, disse nesta segunda-feira, 30, que o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Cofins dos cigarros causará "rearranjo" no setor do tabaco.

 

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"A medida desarruma o setor. Os consumidores passarão a consumir produtos do mercado informal", afirmou. Segundo Pinheiro, a participação de tributos no custo final do fumo passa de 58% para 65% com o acréscimo.

 

Ele disse que a Souza Cruz terá de "rearranjar" a forma de produzir para absorver os impactos da tributação, mas que a empresa não deve demitir ou cortar investimentos. "O aumento de impostos deve ser repassado, integralmente, ao consumidor."

 

Apesar de reconhecer os impactos negativos da ampliação de impostos, Pinheiro declarou apoiar a decisão do governo por entender que este é um momento de crise. "Alguém tem de cobrir esse rombo, por isso apoiamos a medida", admitiu.

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda o aumento de IPI e do PIS/Cofins do cigarro para compensar a perda de arrecadação com a desoneração do setor automotivo e de construção civil.

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