Com IPO e captação privada nos EUA, JBS busca US$4,5 bi

O JBS informou nesta quarta-feira, no dia do anúncio da compra da Pilgrim's Pride e da Bertin, que pode captar nos Estados Unidos cerca de 4,5 bilhões de dólares, por meio da oferta pública de ações (IPO) e de eventualmente uma operação privada.

ROBERTO SAMORA, REUTERS

16 de setembro de 2009 | 17h17

"Esse deal da Pilgrim's com Bertin é um deal extremamente relevante, vamos contar com caixa próprio para financiar. Estamos contando com o projeto do IPO, esse não é pra financiar isso, é pra financiar o plano de expansão da distribuição, e estamos considerando a emissão de um deal privado", declarou o presidente do JBS, Joesley Mendonça Batista a jornalistas.

Ele disse ainda que a empresa também conta com caixa de 1,5 bilhão de dólares.

"Você pode usar caixa, você pode emitir ações, pode ser por um deal publico e privado", afirmou sobre as possibilidades de financiamento da empresa.

"Estamos considerando um deal publico, que é o IPO, mas... estamos analisando a possibilidade de captar até 2,5 bilhões de dólares em um deal privado. E mais de 2 bilhões em um deal público...", acrescentou.

A propósito do IPO, em função dos novos negócios, Batista afirmou que deverá reenviar à SEC (o órgão que regula os mercados nos EUA) o pedido de emissão de ações.

"Nós vamos postergar o IPO no justo tempo de conseguir refazer os números e refazer o filing da SEC. E, se éramos confiantes na estratégia de expansão de distribuição direta, agora somos mais", disse Batista, esperando que mercado valorize mais a sua empresa.

"Quando você faz uma aquisição relevante, no caso a Pilgrim's, você não consegue ir para o mercado com meia história, tem que retirar o filing da SEC, incluir os documentos da nova empresa, consolidar, juntar números e fazer o filing novamente".

MARCA BERTIN

A empresa informou ainda que a Bertin S.A. será incorporada pelo JBS e que a marca fará parte do portfólio da companhia.

"A JBS SA, companhia brasileira de capital aberto listada na Bovespa, segue o seu curso. Ela incorporará a Bertin SA, que passa a se chamar JBS, sendo uma afiliada da JBS como todas as outras. O Bertin e suas marcas viram uma marca, como Friboi virou uma marca", disse Batista.

Com relação à fatia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com participação nas duas empresas, o presidente do JBS afirmou que a instituição passará a ter algo entre 22 e 23 por cento da empresa combinada.

"O BNDES tem em torno de 20 por cento da JBS e tem 27 por cento do Bertin. Ele vai ficar combinado com algo como 22, 23 por cento", declarou.

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