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Com lote suplementar, operação da BM&F chega a quae R$ 6 bi

A demanda por ações da oferta pública (IPO) da BM&F já atingiu entre R$ 17 bilhões e R$ 21 bilhões

Silvia Araujo e Rosangela Dolis,

27 de novembro de 2007 | 15h25

Foi cassada a liminar que impedia a venda integral das ações do lote suplementar na oferta da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A liminar impedia a distribuição de 8.891.662 títulos de propriedade do acionista Marcos de Souza Barros. Com a venda dos papéis permitida, o lote suplementar totaliza 39.024.110 papéis. Considerando o teto da nova faixa de preço sugerida (R$ 20,00) e o exercício integral do lote suplementar, a operação da BM&F pode atingir R$ R$ 5,983 bilhões. Veja também:Entenda a venda das ações da BM&F, marcada para o dia 30 A demanda por ações da oferta pública (IPO) da BM&F já atingiu entre R$ 17 bilhões e R$ 21 bilhões. Por causa da forte procura, a BM&F anunciou na noite de segunda-feira a elevação do intervalo de preço por ação, que passou de R$ 14,50 a R$ 16,50 para R$ 18 a R$ 20. Com isso, se o lote suplementar, a venda pode atingir R$ 5,2 bilhões. Por causa da mudança, a bolsa também deu prazo até as 18 horas de quarta-feira para que as pessoas físicas que já fizeram reservas alterem sua proposta ou desistam da operação. O prazo para a reserva do papel não foi alterado e termina nesta terça-feira. Dificilmente, porém, pessoas físicas que não têm cadastro em corretora conseguirão efetuar a operação. Em várias instituições, as reservas de novos investidores foram interrompidas na Segunda-feira ao meio-dia. Operadores explicam que o problema para aceitar reservas por novos investidores é a confecção do cadastro. "A média diária de novos cadastros aumentou 150% na semana passada", disse um deles. Segundo profissionais do mercado, não há pessoal suficiente nas corretoras para checar o preenchimento de novos cadastros. O papel poderá ter preço fora do novo intervalo fixado, porque o valor que prevalecerá será a média da oferta feita por investidores institucionais. A ação da BM&F estreará na Bovespa Sexta-feira. Investidores Os novos investidores, segundo operadores, dividem-se em dois grupos. Em um, estão os que não compraram ações no IPO da Bovespa e, acreditando que a BM&F vai ter o mesmo sucesso, não querem agora ficar de fora do negócio. A ação da Bovespa subiu 52,13% no primeiro dia de pregão. No outro, estão os "terceiros" - cônjuges, filhos, parentes e amigos de investidores -, que emprestam nome e CPF para a aplicação. A estratégia de investidores que recorreram a terceiros é garantir a aplicação do maior valor possível, porque há o receio de que o excesso de demanda leve a uma redução da aplicação por investidor para menos de R$ 10 mil - as pessoas físicas podem reservar entre R$ 5 mil e R$ 300 mil. Na Bovespa, o corte reduziu o investimento máximo a R$ 12.098. Terceiros estariam também fazendo aplicações pelos investidores não prioritários, ou seja, que participaram de dois ou mais dos quatro IPOs que estão sendo considerados (Bovespa Holding, Amil, Helbor e Laep Investments) e venderam mais de 20% dos papéis adquiridos no primeiro pregão. Esses investidores não prioritários foram excluídos na distribuição de ações da Bovespa e estariam recorrendo agora a "terceiros" para evitar nova exclusão.

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