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Com maior concentração de sedes, SP gerencia 1,4 milhão de trabalhadores em filiais

Capital paulista é a maior concentradora da gestão empresarial no País

Daniela Amorim , Agência Estado

16 de abril de 2014 | 10h00

RIO - O município de São Paulo é o maior concentrador da gestão empresarial no País. As decisões tomadas pelas empresas lotadas na cidade afetam diretamente 1.442.425 trabalhadores espalhados por outros municípios do País, apontam dados da pesquisa Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O estudo mostra uma forte dependência das demais regiões brasileiras face ao Sudeste, onde estão as sedes das empresas às quais esses funcionários estão subordinados", apontou Ronaldo Cerqueira, tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE.

No ranking da gestão empresarial, o município do Rio de Janeiro tem o segundo principal papel dirigente no território nacional. As empresas lotadas na cidade do Rio de Janeiro gerenciam 580.019 trabalhadores de empresas localizadas em outros municípios. Já as empresas lotadas em Brasília gerenciam 390.775 trabalhadores de outros municípios.

Na análise sobre a gestão empresarial, o estudo define como "assalariados externos" aqueles trabalhadores lotados em filiais de empresas que possuem suas sedes em outros municípios. A relação permite entender como uma cidade pode influenciar diretamente as outras, na medida em que a população ocupada em filiais depende de decisões tomadas nas sedes localizadas em outros municípios. O levantamento não leva em consideração as ligações indiretas, como trabalhadores e serviços terceirizados.

"São Paulo e Brasília estão no topo da rede nacional de gestão de território. São Paulo porque tem grande concentração de riquezas, e Brasília tem grande concentração do poder público. O Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar porque, como herança da época em que era capital, tem ainda uma grande quantidade de funcionários públicos. Então os três municípios estão no topo da hierarquia nacional", afirmou Marcelo Motta, gerente da pesquisa.

O coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE, Claudio Stenner, defendeu que o estudo divulgado hoje é importante para entender como se dá o fluxo de informações entre os municípios. "Para entender o País é importante também entender como as cidades se articulam umas com as outras, do ponto de vista da gestão, tanto privada quanto pública", declarou.

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