Com manutenção da Selic, Indústria alerta para aumento do juro real

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como "decepcionante" a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 19,75% ao ano. A CNI avalia que o comportamento da inflação e a tendência futura dos preços justificaria a retomada de um ciclo de redução dos juros. A Confederação também alerta que, com a queda da inflação futura e manutenção da Selic, o resultado é a elevação da taxa real de juros. "Como a projeção de mercado para a inflação para os próximos 12 meses encontra-se em 4,9%, a taxa real de juros corrente aumenta, sendo superior a 14% ao ano. Em maio, quando do último movimento de alta dos juros, esta taxa estava em 13%", afirma.A decisão do Copom, segundo a CNI, causou "estranheza" uma vez que foram ignorados "parâmetros utilizados anteriormente para sustentar a elevação dos juros. "A manutenção da Selic significa, na prática, um endurecimento da política monetária em um momento em que se justificaria um abrandamento do rigor monetário", afirma a CNI em nota divulgada ao final da reunião do Comitê.Indústria no RJEm sintonia com a posição da CNI, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou nota na qual considera que é "negativa para o País" a decisão do Copom de manutenção da taxa Selic em 19,75%. Segundo a nota, "os índices de inflação corrente e futura prosseguem indicando convergência para as metas em 2005 e em 2006, o que garante as condições técnicas para o início da redução da taxa Selic.

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