Werther Santana/Estadão
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Com marco do saneamento aprovado, podemos avaliar futuro da Sabesp, diz Meirelles

Secretário da Fazenda de São Paulo afirmou que agora o Estado tem condições de definir como será o processo de privatização da empresa, mas não citou nenhum prazo para isso

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 11h12

Com a aprovação do marco do saneamento no Congresso Nacional, o governo de São Paulo conseguirá decidir o futuro da Sabesp, afirmou o Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles.

"Agora teremos condições de optar qual é a melhor alternativa para a Sabesp, desde o ponto de vista de mercado, levantar qual seria o valor da ação em uma hipótese de capitalização do controle do Estado e qual seria o retorno na hipótese de não venda do controle", disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

O Senado aprovou na noite de quarta-feira, 24, o marco legal do saneamento no País, após uma articulação entre o governo, líderes do Congresso e setores da iniciativa privada. Como não houve alterações na espinha dorsal do texto aprovado na Câmara, o projeto seguirá para sanção presidencial.

Ainda não há uma certeza de como será o processo de desinvestimento da Sabesp. O tema, entretanto, pode ser analisado com mais segurança agora na avaliação de Meirelles. "Vamos analisar o assunto agora tecnicamente. Antes a gente não sabia qual projeto seria aprovado", disse.

O secretário, entretanto, disse que ainda é difícil estimar um calendário para o processo de privatização e que qualquer palpite agora poderia ser interpretado pelo mercado como um anúncio.

Segundo Meirelles, além do retorno que São Paulo terá com a capitalização da companhia, o Estado será também beneficiado com a liberação de recursos. "Temos aí um duplo benefício. De um lado o Estado é liberado. Ele recebe recursos por uma participação que hoje que não se justifica e esses recursos podem ser aplicados em saúde, segurança, etc.".

Ele destacou que São Paulo ainda tem uma deficiência grande em saneamento e água tratada, apesar de ser o Estado mais rico do País. "Com esse avanço, há um campo vasto de investimentos."

Liquidez

Meirelles, que ocupou os cargos de ministro da Fazenda no governo de Michel Temer e de presidente do Banco Central no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que o mercado tem hoje um ambiente de liquidez que deverá se prolongar por vários anos.

"Há uma enorme liquidez no mundo em virtude da recessão global, que pode se aproximar de uma depressão. Os bancos centrais corretamente no mundo inteiro estão inundando os mercados de liquidez, que é o que eles devem fazer em um momento como esse. E isso abre espaço para investimentos rentáveis de longo prazo. Agora que temos oportunidades de investimentos no Brasil nessas dimensões, abre-se um espaço enorme para atrair o capital", disse, destacando o apetite de fundos de pensão e soberanos.

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