Com melhora das bolsas em Wall Street, Bovespa sobe 2,44%

Ibovespa sustentou-se em alta firme até o fechamento, ainda ajudada pelas ações da Petrobras e bancos

Claudia Violante, da Agência Estado

05 de fevereiro de 2009 | 18h53

A Bovespa  até ensaiou uma realização de lucros, favorecida pela leva de indicadores ruins divulgados nos Estados Unidos. Mas com a melhora das bolsas em Wall Street no período da tarde e a contínua recuperação dos papéis da Vale, o Ibovespa sustentou-se em alta firme até o fechamento, ainda ajudada pelas ações da Petrobras e do setor bancário.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O Ibovespa terminou o dia com alta de 2,44%, aos 41.108,65 pontos, maior pontuação desde 9 de janeiro (41.582,94 pontos). Nestas três sessões no azul, acumulou ganhos de 6,31%. No mês, a alta alcança 4,60% e, no ano, 9,48%. Na mínima, tocou os 39.791 pontos (-0,84%) e, na máxima, os 41.373 pontos (+3,10%). O giro financeiro totalizou R$ 4,348 bilhões. Os dados são preliminares. De novo hoje as ações da Vale subiram mais de 4%, ainda com as justificativas da véspera: notícias de estoques baixos de minérios na China, com perspectiva de retomada da demanda, e de aumento no frete. Os metais básicos, entretanto, recuaram no mercado externo e não serviram de suporte nesta quinta-feira. Vale ON, +4,35%, Vale PNA, +4,33%.  As compras em Vale novamente foram favorecida pela ação dos investidores estrangeiros, que ainda aproveitaram a recuperação em Wall Street para comprar também papéis da Petrobras. Em boa parte da sessão, as ações da estatal recuaram acompanhando o comportamento do petróleo. Mas também a commodity virou para cima, fechando em US$ 41,17, em +2,11%.  A Petrobras confirmou a emissão de bônus de dez anos no mercado externo, ocorrida ontem, no valor de US$ 1,5 bilhão, com yield de 8,125%. Petrobras ON subiu 1,09% e PN, 1,17%.  A recuperação da Bovespa hoje também contou com a ajuda do setor financeiro, que subiu em bloco, acompanhando a trégua dos papéis do mesmo segmento em Wall Street, e das siderúrgicas, embora estas com menos vigor do que na véspera.  Em Nova York, as bolsas passaram a subir no início da tarde favorecidos pela ligeira melhora das ações dos bancos, com os investidores deixando um pouco de lado os dados ruins divulgados durante a manhã e que pesaram sobre a abertura dos negócios. Às 18h23, o Dow Jones subia 1,14%, Nasdaq avançava 1,49% e S&P 500, 1,74%. Papéis de consumo, como da Wal-Mart, e de algumas empresas de tecnologia também ajudavam. A Wal-Mart, maior varejista mundial, informou que suas vendas na categoria mesmas lojas, excluindo gasolina, registraram aumento de 2,1% em janeiro, superando a previsão dos analistas, de alta de 1,1%. Incluindo combustíveis, as vendas aumentaram 1,5%.  A iminente votação do pacote de ajuda financeira do governo Obama na Congresso também foi citado pela sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, como um ponto a favor da alta das Bolsas hoje. Há chance de a ajuda ser votada hoje, porém nada ainda está certo.  Mas mesmo se houver a aprovação do pacote, ele será digerido, amanhã, junto com os dados do relatório do mercado de trabalho de janeiro. A previsão é de que o documento apresente 525 mil vagas a menos, projeção reforçada com os últimos dados ruins do mercado de trabalho. Hoje, por exemplo, saiu o resultado dos pedidos de auxílio-desemprego, que subiram 35 mil na última semana, enquanto as previsões eram de alta de 2 mil.  Com a melhora, os balanços fracos ficaram em segundo plano - Cysco Systems, Deutsche Bank e Swiss Re apresentaram seus números. Na Europa, as bolsas fecharam em sentidos distintos: em Londres, o índice FT-100 subiu 0,01%, para 4.228,93 pontos; em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,09% e fechou com 3.066,29 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax avançou 0,39% e fechou com 4.510,49 pontos.

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