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Com menor pressão de alimentos, IPCA-15 desacelera a 0,18%

Prévia da inflação oficial surpreende analistas; leite contribui para a queda de preços dos itens alimentícios

EQUIPE AE, Agencia Estado

23 de outubro de 2009 | 09h09

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) foi de 0,18% em outubro, ante a taxa de 0,19% em setembro, informou nesta sexta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,21% a 0,35%), com mediana de 0,27%. Até outubro, a inflação acumulada no ano é de 3,34% e, no período de 12 meses, de 4,14%.  

 

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O grupo de Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,25% no IPCA-15 de outubro, ante uma alta de 0,13% em setembro. O principal impacto para a queda nos preços dos alimentos foi dado pelo leite pasteurizado (-7,29%). Além do leite, outros alimentos básicos tiveram quedas de preços, como o tomate (-14,86%), cenoura (-13,97%), feijão carioca (-5,05%) e ovos (-3,35%).

 

Enquanto os alimentos contribuíram para conter o ritmo de alta do IPCA, o grupo Habitação registrou aumento de 0,47% em outubro, ante 0,44% em setembro, pressionado, além do botijão de gás, pela taxa de água e esgoto (1,11%), refletindo parte do último reajuste ocorrido no Rio de Janeiro (3,85%). A maior pressão individual sobre a taxa mensal foi dada exatamente pelo botijão de gás, que subiu 2,94% e contribuiu com 0,04 ponto porcentual para a formação do IPCA-15 de outubro.

 

Além disso, ainda como pressão de alta no IPCA-15 de outubro, segundo comentam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa, foi registrada uma "alta expressiva" no álcool combustível (6,35%), com reflexo no aumento de 0,42% na gasolina, que leva álcool em sua composição. A região metropolitana de São Paulo teve o maior aumento nos preços do álcool (10,19%). Na gasolina, o maior resultado foi em Curitiba (1,20%).

 

Entenda o IPCA-15

O IPCA-15 é lido como uma prévia do IPCA do mês, que será divulgado no dia 11 de novembro. A diferença é o período de coleta de preços. O IPCA-15 é apurado com base na variação dos preços entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente. Já o IPCA é resultado da variação de preços ao longo do mês inteiro (do dia 1º a dia 30).

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação. O centro da meta de inflação para 2009, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

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