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Com menos importações, balança comercial registra superávit de US$ 5,5 bilhões em outubro

No ano, acumulado é de US$ 47,662 bilhões; projeção do Ministério da Economia para este ano é de saldo comercial positivo de US$ 55 bilhões

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 15h19
Atualizado 03 de novembro de 2020 | 16h41

BRASÍLIA - Com a queda contínua nas importações devido à pandemia da covid-19, a balança comercial brasileira terminou mais uma vez com mais vendas do que compras em outubro. As exportações superaram as importações em US$ 5,473 bilhões, o maior resultado para o mês desde 2018.

No ano até outubro, o superávit já soma US$ 47,662 bilhões, ante US$ 38,524 bilhões no mesmo período de 2019. No começo do mês passado, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia atualizou a projeção para o saldo comercial positivo deste ano para US$ 55 bilhões.

O dado de outubro ficou dentro do intervalo das projeções de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que previam saldo positivo de US$ 2,80 bilhões a US$ 6,60 bilhões. O desempenho, porém, ficou abaixo da mediana das expectativas, que indicava superávit de US$ 6,061 bilhões. Em outubro de 2019, o saldo positivo da balança havia ficado em US$ 2,549 bilhões.

O saldo positivo foi causado pela estabilidade das exportações, enquanto as importações voltaram a registrar forte queda na média diária em comparação a outubro de 2019. Em valores absolutos, as exportações somaram US$ 17,855 bilhões em outubro, enquanto as importações ficaram em US$ 12,383 bilhões.

A média diária das importações ficou em US$ 619,1 milhões, queda de 20% em relação a outubro de 2019, com tombo de 44,6% na indústria extrativa e de 19,5% na indústria de transformação. A média diária de importações da agropecuária cresceu 3,0%, sempre na comparação com outubro de 2019.

O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, no entanto, avaliou que há uma recuperação gradual nas importações. “Apesar dessa nova queda em outubro, a trajetória das importações é ascendente desde junho, quando a média diária foi de US$ 497,6 milhões. Há recuperação gradual do montante de importações”, completou.

Brandão destacou a recuperação nos preços do minério de ferro com a alta demanda asiática. “Açúcar, etanol, celulose, carne suína também cresceram, assim como aeronaves e veículos de passageiros”, acrescentou. 

No caso das exportações, houve ligeiro crescimento de 0,3%, puxada pela indústria extrativa, que teve alta de 7,2%, enquanto as vendas da indústria de transformação aumentaram 4,7%. Por outro lado, a agropecuária teve um recuo de 20,6%% na média diária.

O Ministério da Economia divulgou ainda o superávit de US$ 802 milhões na quinta semana de outubro (entre os dias 26 e 31), com US$ 3,662 bilhões em exportações e US$ 2,860 bilhões em importações.

China continua principal mercado

Brandão destacou que, mesmo com queda em outubro, a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, chegando a 48,3% do total de vendas para o exterior de janeiro até o mês passado. No mesmo período do ano passado, a fatia chinesa era de 40,9%.  A China (inclui Hong Kong e Macau) continua sendo o principal destino das exportações, com alta de 10,2% no ano até outubro.

Já as exportações para s Estados Unidos caem 29,6% no ano, mas queda já foi menor em outubro, de cerca de 15%. A participação dos EUA como destino dos produtos brasileiros caiu de 13,1% em 2019 para 9,8% de janeiro a outubro deste ano.

No mesmo período, também houve queda de 18,2% nas vendas para Argentina, cuja participação caiu de 4,4% para 3,9% do total. 



 

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