Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Com mínimo, mais R$ 1,6 bi na praça

No ano, recurso chega a R$ 21 bilhões

Marcelo Rehder, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 00h00

O aumento de R$ 32,40 no valor do salário mínimo vai injetar uma renda extra de R$ 1,615 bilhão por mês na economia a partir de abril, ajudando a sustentar o crescimento do mercado interno. Em um ano, incluindo o pagamento do 13º salário, o incremento chega a R$ 21 bilhões, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).A partir de sábado, o salário mínimo vigente no País passa de R$ 380 para R$ 412,40, mas o novo valor só começa a ser pago no início de abril, quando aposentados e trabalhadores recebem os benefícios e salários referentes a março.O reajuste, antecipado em dois meses e negociado com as centrais sindicais, foi de 8,52%. Esse número representa ganho real de 3,7%, equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, além da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no período de 10 meses até fevereiro, cuja taxa ainda não foi divulgada pelo IBGE. Se a estimativa do governo para a inflação de fevereiro não se confirmar, a diferença, para mais ou para menos, será corrigida no reajuste do ano que vem.Para calcular a massa de recursos que entra na economia com o reajuste do salário mínimo, o Dieese considerou que cerca de 45 milhões de brasileiros têm remuneração atrelada ao mínimo, incluindo 16,5 milhões de aposentados.''''Essa massa deve se transformar em consumo, melhorando o desempenho do PIB nas regiões mais pobres do País, especialmente no Norte e Nordeste, onde o salário mínimo é muito importante para a economia regional'''', diz Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.Apesar do aumento, o valor do salário mínimo ainda está muito abaixo dos R$ 1.924,59 estimados pelo Dieese como necessários para suprir as necessidades de uma família formada por casal e dois filhos.A faxineira Gina Paula da Silva, de 26 anos, sente isso no bolso. Ela ganha um salário mínimo por mês para trabalhar de segunda a sábado, das 12h30 às 21h30, no serviço de limpeza de uma escola de línguas localizada na Avenida Paulista, área nobre da capital paulista.Solteira, Gina mora com a filha de 5 anos num cômodo na Vila Missionário, zona Sul. ''''Falta dinheiro no fim do mês para comprar comida'''', diz.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.