Com ministro Meirelles, reunião do Copom começa hoje

A reunião de Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e terá seu resultado divulgado amanhã, será coordenada por um novo ministro de Estado: Henrique de Campos Meirelles. O novo status do presidente do Banco Central (BC) está na Medida Provisória 207, publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União que circulou ontem no final da noite (veja mais informações no link abaixo). O Comitê vai reavaliar a Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 16% ao ano desde a reunião realizada em abril. Naquele mês, a Selic estava em 16,25% ao ano e o Comitê havia decidido pela redução dos juros em 0,25 ponto porcentual. Desde o início do ano, a Selic foi reduzida em apenas 0,5 ponto porcentual. Mercado aposta firme em manutenção da Selic Entre os analistas, é quase unânime a expectativa de manutenção da Selic em 16% ao ano. As sucessivas altas do petróleo - apesar da queda de ontem, para US$ 46,05% o barril (- 1,14%), em Nova York - pressionam as expectativas de inflação, impedindo uma redução mais forte das taxas de juros. "Não há espaço para mexer na Selic; houve piora das expectativas para a inflação futura e o Banco Central (BC) precisa dar sinal de cautela para conter essa piora", diz Roberto Padovani, sócio da Tendências Consultoria Integrada. As expectativas do mercado para a inflação em 2005 estão em 5,50%, acima da meta de 4,5%. Outro fator de preocupação é a retomada da atividade econômica. Como muitos setores estão próximos do limite da capacidade de produção, um aumento da demanda interna pode levar a pressões inflacionárias. Além disso, a recuperação da renda e das vendas no varejo possibilitam repasse de custos, que ficou represado no primeiro semestre. Opiniões divididas para o médio prazo Já para o cenário de médio prazo, as opiniões se dividem. Para a maioria dos 45 profissionais entrevistados pela Agência Estado, a decisão mais correta a ser tomada até dezembro é deixar a Selic em 16% ao ano. Há quem ainda tenha esperança de um corte de até 0,5 ponto porcentual nos próximos meses e economistas que já começam a inserir em suas planilhas a possibilidade de alta até o fim de 2004.

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