Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Com mudança no plano dos EUA, bolsas asiáticas desabam

Nikkei, de Tóquio, perde -5,25% e Hang Seng, deHong Kong, cai -5,96%; Xangai fecha em alta de +3,68%

Agências internacionais,

13 de novembro de 2008 | 06h27

As bolsas asiáticas desabaram no fechamento do pregão desta quinta-feira, 13, com o aumento das incertezas após o Tesouro americano mudar o foco do plano de US$ 700 bilhões para resgatar instituições financeiras. Veja tambémDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou com forte baixa de 456,87 pontos (-5,25%), para 8.238,64, em parte por causa da queda nas ações de empresas exportadoras frente a um iene mais forte. O índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, caiu 37,70 pontos (-4,30%), aos 837,53. Em Seul, o índice Kospi baixou 35,42 pontos (-3,15%), aos 1.088,44. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq caiu 11,69 pontos (-3,62%), para 311,55. A queda em Hong Kong chegou a -5,96%. O índice de Kuala Lumpur perdeu -1,66%. Nas outras bolsas, o cenário foi igual. Cingapura baixou -2,96%; Bangcoc -2,55%; Jacarta -5,92% e Manila -1,53%. A Bolsa australiana perdeu -5,44%. Apenas a Bolsa de Xangai fechou em alta de +3,68%. Nesta quinta-feira, fontes oficiais anunciaram que o superávit comercial da China nos primeiros 10 meses de 2008 foi de US$ 215,99 bilhões. Durante os primeiros dez meses de 2008, as exportações chinesas chegaram a US$ 1,2 trilhão, um aumento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2007. A taxa de crescimento das exportações chinesas entre janeiro e outubro passado registrou, no entanto, uma queda de 4,6 pontos percentuais. O superávit comercial chinês em outubro foi de US$ 35,24 bilhões. Além disso, o diretor do Birô Nacional de Estatísticas da China, Ma Jiantang, afirmou que os efeitos da crise financeira mundial na economia do gigante asiático estão sendo mais graves que o esperado. Ma, citado pelo diário "China Information News", acrescentou que a economia chinesa enfrenta também um período de reajuste, fator que, unido à crise financeira mundial, coloca o gigante asiático diante de uma "gigante pressão". Na Europa as notícias também não foram favoráveis nesta quarta-feira, 12. O Banco da Inglaterra (BoE) avisou que o PIB do Reino Unido caiu 0,5% no terceiro trimestre, o que indica que a economia da região entrou no segundo semestre com recessão. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego na região aumentou 36.500 em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992 e no nono mês consecutivo de avanço. Nos EUA, as declarações do secretário do Tesouro, Henry Paulson, sobre o Tarp (Troubled Assets Relief Program) reforçaram o mau humor do mercado. Ele afirmou que a compra de ativos podres não é o melhor uso do Tarp, que é o programa de socorro financeiro de US$ 700 bilhões criado por ele mesmo justamente com essa função. Paulson disse ainda que poderá levar semanas para que os técnicos do governo norte-americano elaborem um programa de liquidez para títulos lastreados em ativos.

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