Ahn Young-joon/AP Photo
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Mercados internacionais fecham sem sinal único com imunização contra covid e Brexit

Nesta segunda, os EUA começaram a vacinar a população contra a vírus; Bruxelas e Londres decidiram ir além do prazo anterior do último domingo para tentar fechar um acordo comercial pós-Brexit

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2020 | 07h30
Atualizado 14 de dezembro de 2020 | 19h28

Os mercados acionários da Ásia, Europa e Nova York fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, 14, de olho nos processos de imunização em importantes países, como os Estados Unidos e no avanço do coronavírus, que aumenta o temor de novas medidas de fechamento. No continente europeu, o otimismo com o Brexit sustentou a alta dos principais índices. 

A decisão dos EUA de começar nesta segunda-feira a imunização contra a covid-19 foi mencionada por vários analistas como um dos combustíveis do mercado hoje. A notícia também vem em bom tempo, já que o país superou a marca dos 300 mil mortos. Hoje, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a cidade pode sofrer um "fechamento total" em breve. Clima parecido é visto na Alemanha, que estuda fechar escolas e outros estabelecimentos não essenciais.

Sobre o Brexit, forma como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia, ontem, Bruxelas e Londres decidiram ir além do prazo anterior do último domingo para tentar fechar um acordo comercial. Embora continue a haver ceticismo quanto às chances de um pacto de ambos os lados, a notícia foi bem recebida. O principal negociador da UE para o Brexit, Michel Barnier, afirmou que os próximos dias "serão importantes" para a negociação do acordo comercial com os britânicos. Já a consultoria de risco político Eurasia elevou a chance de haver um entendimento até o final do ano, de 55% para 65%.  

Bolsas de Nova York

Além da imunização, no mercado americano, ainda há alguma expectativa com a aprovação de novos estímulos. O Congresso pode apresentar ainda hoje o programa de estímulos bipartidário de US$ 908 bilhões, mas dividido em duas partes para aumentar as suas chances de aprovação. A ideia seria lançar um projeto de US$ 748 bilhões com dinheiro para desempregados e pequenos negócios e outro com proteções de responsabilidade e auxílio estatal. 

O índice Dow Jones encerrou o dia em queda de 0,62%, acompanhado pelo S&P 500, que baixou 0,44%. Já o Nasdaq renovou recordes de fechamento ao terminar o dia em alta de 0,50%, aos 12.440,04 pontos.

Bolsas da Ásia

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,30%, com ações de companhias de transporte e de montadoras de automóveis em destaque. Na China, a Bolsa de Xangai registrou ganho de 0,66%, enquanto a Bolsa de Shenzhen subiu 1,07%. Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou com ganho de 0,26%, mesmo com baixas em algumas ações ligadas a commodities. Afterpay teve alta de 8,8% e registrou fechamento recorde, com o setor financeiro em geral mostrando força. 

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 0,44% e na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 0,28%. Em Taiwan, o índice Taiex teve baixa de 0,36%.

Bolsas da Europa 

No continente europeu, segundo o ING, surpreendeu positivamente o crescimento de 2,1% da produção industrial na zona do euro em outubro ante setembro. Por lá, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,44%. Frankfurt subiu 0,83%, Paris teve ganho de 0,37% e Milão avançou 0,27%.

Madri também teve ganho de 0,96% e Lisboa subiu 0,79%. No entanto, o otimismo diminuiu ao longo da sessão com notícias sobre novas restrições em razão da covid-19. A Bolsa de Londres caiu 0,23%. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, diante do otimismo com o começo da vacinação nos EUA e, ainda, sustentado por um dólar fraco, condição que torna a commodity mais barata para detentoras de outras divisas. Esses dois fatores acabaram prevalecendo sobre a piora nas projeções da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para a demanda do óleo, que acabou apenas reduzindo os ganhos dos contratos. 

WTI para janeiro fechou em alta de 0,90%, a US$ 46,99 o barril, enquanto o Brent para fevereiro fechou em alta de 0,64%, a US$ 50,29 o barril. A organização estima reajustou para baixo sua previsão para a demanda global da commodity energética para 2020, de 9,8 milhões de barris por dia (bpd) para 9,77 milhões de bpd, o petróleo chegou a virar para o negativo. Esse movimento, porém, perdeu força ao longo da tarde e o petróleo retornou ao azul, e assim se manteve até o fechamento. / MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA E MATHEUS ANDRADE

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