Pixabay/Reprodução
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Com noticiário eleitoral, Bolsa fecha em alta de 0,5% e dólar recua a R$ 3,74

Ibovespa terminou o dia aos 83,4 mil pontos, enquanto moeda americana caiu 1%; mercado aguarda divulgação da pesquisa Ibope, que ainda será conhecida nesta segunda-feira

Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2018 | 10h59
Atualizado 15 Outubro 2018 | 17h48

O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, registrou alta no pregão desta segunda-feira, 15, subindo 0,53%, aos 83.359,76 pontos. A valorização das ações brasileiras esteve em sintonia com a depreciação do dólar ante o real e com a queda das taxas dos juros futuros.

No mercado cambial, o dólar terminou em queda de 1,01%, aos R$ 3,7383. Destaque para os papéis ON da Eletrobrás, que avançaram 6,24%.

No radar dos agentes econômicos está o noticiário eleitoral. O candidato do PT à Presidência da República, o professor e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, destacou em entrevista nesta manhã que o pedetista Ciro Gomes e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já garantiram publicamente que não apoiarão o presidenciável pelo PSL, o militar da reserva Jair Bolsonaro.

Ainda que neste domingo, 14, em entrevista ao Estadão, Fernando Henrique não tenha sinalizado apoio à chapa petista, a possibilidade não está descartada. Como lembrou a colunista do Broadcast Político Elizabeth Lopes, PT e PSDB já se apoiaram mutuamente em eleições passadas para combater adversário de direita. "Tenho relação histórica com PSDB, não posso dispensar apoio neste 2º turno", disse Haddad à rádio Bandeirantes. Assim como no sábado, o petista fez nova autocrítica: "fiz críticas ao período a partir de 2013, decisões equivocadas, como desoneração".

O mercado operou na expectativa de que a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, que será divulgada na noite desta segunda, traga um avanço do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre o petista Fernando Haddad. A expectativa foi alimentada por sondagens encomendadas por instituições financeiras divulgadas hoje e que trouxeram um aumento da margem de vantagem do candidato do PSL sobre Haddad.

Ao longo do processo eleitoral, o mercado se aproximou de Bolsonaro por acreditar que o capitão reformado tem um viés mais reformista que o do candidato petista. Tanto que, após o primeiro turno, que trouxe o nome do PSL na frente, os ativos brasileiros tiveram dias de euforia.

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