Com notícias positivas nos EUA, Bovespa abre em alta

Abertura das bolsas em NY deve ser positiva e a Bovespa acompanha. A alta é de 1,60%, às 10h06

Cláudia Ribeiro, do estadao.com.br,

18 de março de 2008 | 10h07

O dia começou com notícias do lado positivo e, por isso, os mercados reagem bem. A abertura das bolsas em Nova York deve ser positiva e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha. A alta é de 1,60%, às 10h06, logo na abertura.  Veja também:Mercados de NY reagem positivamente a balanços de bancosEntenda a origem da crise e até quando ela deve permanecerPossível corte de juros nos EUA eleva bolsas da Europa e Ásia Mercado asiático abre em alta, após dia de perdasEntenda a crise nos Estados Unidos   O sobe e desce do dólar Veja os efeitos da desvalorização do dólar  O Departamento do Trabalho nos EUA informou que o índice de preços ao produtor norte-americano em fevereiro subiu 0,3%, confirmando em cheio as expectativas. Economistas previam alta de 0,3% para o dado cheio. O núcleo do índice (que exclui os preços que oscilam mais) subiu 0,5%, superando por uma margem ampla as previsões. A previsão para o núcleo era de alta de 0,2%. Dois bancos divulgaram resultados na manhã desta terça, acima do esperado, o que animou os investidores. Goldman Sachs divulgou resultado melhor do que o previsto durante seu primeiro trimestre fiscal. O Lehman Brothers, ontem sob forte suspeita de que enfrentava dificuldades semelhantes às que levaram a venda do Bear Stearns, também informou resultado um pouco melhor do que o previsto.   Às 9h40, as ações do Goldman Sachs subiram 6% no pré-mercado, depois de informar que seu lucro por ação caiu para US$ 3,23 por ação no trimestre, acima das projeções dos analistas de US$ 2,58. Já as ações do Lehman Brothers ganham 13% no pré-mercado, com anúncio de que seu lucro líquido por ação foi de US$ 0,81, superando as estimativas de US$ 0,72 por ação.  O mercado ainda espera um novo corte na taxa básica de juros nos Estados Unidos, que será decidida na tarde desta terça. O juro americano está em 3% e poderá cair para 2%, segundo analistas. Se esta taxa se confirmar, as bolsas poderão subir mais. No Brasil, esta decisão favorece uma valorização maior do real, já que a diferença entre o juro americano e as taxas no Brasil cresce. É um cenário que atrai a ação de investidores que ganham com a arbitragem dos juros - saem de países com taxas mais baixas para aplicar no Brasil com juros mais altos. O ganho é a diferença das taxas. Entenda a queda da Bovespa e das principais ações A Bovespa já caiu 5,48% no mês de março, arrastada pela queda das bolsas norte-americanas. Só ontem, a queda foi de 3,19%. A expectativa é que as ações no Brasil continuem acompanhando o desempenho das bolsas nos EUA. Quando a economia nos Estados Unidos entra em um processo de desaceleração, como o atual, o lucro das empresas fica comprometido, o que tem impacto direto sobre o preço dos papéis das companhias norte-americanas. No Brasil, isso também acontece, mas a queda das ações agora não tem origem neste problema, já que a economia brasileira vai bem e a perspectiva é que o país continue crescendo em 2008. Aqui, o que acontece agora é que muitos investidores que compram ações no Brasil também têm papéis de empresas no exterior. Quando o preço das ações lá fora cai, eles vendem seus papéis na Bovespa para cobrir perdas no exterior. Para se ter uma idéia, as ações da Companhia Vale do Rio Doce foram as que mais perderam nesta segunda-feira, dia de pânico nos mercados. Enquanto o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - caiu 3,19%, as ações ordinárias da Petrobras despencaram 6,1%. As ações da Petrobras ficaram no segundo lugar do ranking de maiores perdas. Caíram 5,3%. Estas ações são as que mais sofrem porque são as de maior liquidez (facilidade de negociação). Todos os grandes investidores têm em carteira ações destas empresas. Quando é preciso vender ativos para recuperar perdas, os investidores vendem primeiro estas ações. A grande oferta faz com que o preço da ação despenque.

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