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Com Nova América, COSAN processará 56 mi t em 09/10

O grupo Cosan deverá processar cerca de 56 milhões de toneladas de cana na temporada 2009/10, que começa por volta de abril, ampliando em mais de 10 milhões de toneladas a moagem registrada em 08/09, ao passar a contar com as unidades da Nova América, recém-incorporada --detalhes no link:

ROBERTO SAMORA, REUTERS

13 de março de 2009 | 13h38

Em 08/09, a Cosan fechou a safra com moagem de 44,2 milhões de toneladas de cana, produção de 1,71 bilhão de litros de etanol e 3,26 milhões de toneladas de açúcar.

Com uma moagem de 56 milhões de toneladas, a Cosan consolidaria a sua liderança global no setor sucroalcooleiro, com 10 por cento do processamento de cana no Brasil.

"Olhando de forma isolada, como um país, acho que a gente acabou ultrapassando o sexto (país em moagem). Talvez estejamos alocados em quinto lugar, ultrapassando a Austrália", declarou o diretor de Relações com Investidores da Cosan, Paulo Diniz, em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do terceiro trimestre.

Ele não falou na teleconferência quanto a Cosan poderia produzir a mais de açúcar e álcool em 09/10.

Em 08/09, a moagem da Cosan representou 8,8 por cento da moagem nacional, segundo o diretor.

A previsão de moagem para 09/10 inclui também o início das operações da unidade greenfield da Cosan em Jataí, no Estado de Goiás.

"Os 60 milhões (de moagem) seria quando o greenfield em Goiás estiver a pleno vapor, e este ano será iniciado, mas não de forma total", acrescentou Diniz, ponderando que o ganho na moagem seria mesmo da incorporação dos 10,6 milhões de toneladas de capacidade da Nova América, uma das maiores e mais tradicionais do setor no Brasil, que vinha sendo cobiçada por vários grupos.

A Cosan vai assumir um passivo da Nova América, dona da marca de açúcar União, de 1,1 bilhão de reais, incluindo financiamentos do BNDES.

"A Nova América, com quatro unidades que produzem açúcar e álcool, apresenta boa complementariedade geográfica às operações da Cosan, fazendo com que a associação propicie importantes sinergias operacionais, até pela formação de mais um cluster no sudoeste paulista", afirmou o diretor.

Com o negócio, a holding Rezende Barbosa, da Nova América, passa a deter cerca de 11 por cento da Cosan, tornando-se uma das principais acionistas na companhia.

(Por Roberto Samora)

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