Com novas propostas, acordo Mercosul/UE poderia avançar

O principal negociador de acordos comerciais do Brasil, embaixador Regis Arslanian, disse hoje que se a União Européia melhorar suas ofertas na reunião Mercosul-UE, no próximo dia 20, em Lisboa, o Mercosul poderá fazer alguns movimentos para também melhorar as suas propostas, consideradas fracas pela UE. O embaixador não detalhou que ajustes poderão ser feitos, mas adiantou que serão nas áreas de serviços e produtos (bens).Na segunda feira, o governo brasileiro se reúne para definir os "movimentos" que poderá fazer. No entanto, ressaltou, o País não deve mexer no que já foi oferecido aos europeus em compras governamentais e regras de origem (denominação de produtos).Para que o Mercosul ajuste suas ofertas, o bloco europeu deve reapresentar suas propostas com cotas plausíveis e sem algumas condicionalidades que tiram o valor comercial das ofertas. O Mercosul reclama, por exemplo, do prazo de dez anos para a eliminação de cotas de importação de produtos agrícolas.Avanço nas negociaçõesO eventual fracasso na conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia, cujo prazo final é 31 de outubro, não significa que as duas partes perderam o interesse em continuar as negociações. Ao contrário. "É preferível esperar três, seis meses para fecharmos um bom acordo do que pagar o preço para o resto da vida de fazer um mau acordo só para cumprir com o cronograma", disse Arslanian.Caso o acordo não seja fechado, segundo Arslanian, o próximo passo será definir com o novo comissário de comércio da UE, Peter Mandelson, como será o prosseguimento das negociações, um novo cronograma e em que bases serão retomadas as discussões. De acordo com Arslanian, Mandelson já deu um telefonema de cortesia para o ministro Amorim, há duas semanas, mas eles não falaram sobre o futuro das negociações.

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