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Com novo dono, LLX consegue quase R$ 1 bi de empréstimo

Sob o controle da EIG, empresa de logística do grupo EBX obtém novo financiamento com Bradesco e Santander

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2013 | 02h11

O controle da LLX passará de vez às mãos do Grupo EIG na próxima segunda-feira, no capítulo final do acordo anunciado em agosto pelo empresário Eike Batista e o fundo de investimento americano. Além de um aumento de capital de R$ 1,3 bilhão, o negócio também envolverá a renegociação de dívidas e um novo financiamento milionário à empresa de logística, dona do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Rio.

A operação dá prosseguimento à reestruturação da EBX, que começou com a venda do controle da MPX Energia para a alemã E.On. O mercado aguarda agora o anúncio do acordo definitivo para a transferência de 65% do Porto do Sudeste, da MMX, aos grupos Mubadala e Trafigura.

O comunicado definitivo divulgado ontem pela LLX trouxe novidades positivas para a companhia. A chegada da EIG permitiu a assinatura de um novo financiamento de R$ 900 milhões com os bancos Santander e Bradesco, com prazo de 18 meses. O dinheiro será empregado na conclusão das obras de infraestrutura do Açu.

A companhia também conseguiu rolar por três anos duas parcelas de outro financiamento com o Bradesco: R$ 345 milhões vencendo em fevereiro de 2014 e R$ 467 milhões em outubro de 2014. Em setembro a LLX já havia anunciado a rolagem de uma dívida de R$ 518 milhões com o BNDES, também por três anos. No fim do segundo trimestre deste ano a dívida bruta total da empresa era de R$ 2 bilhões.

O acordo entre as empresas também envolverá a alienação de 30% da LLX Açu, de propriedade da Centennial, empresa administrada por Eike. A empresa passará a ser integralmente controlada pela LLX, em acordo que não inclui valores.

Outra novidade do acordo definitivo anunciado ontem foi a transferência para a LLX da participação de 50% detida pelo Grupo EBX na NFX Combustíveis Marítimos, joint venture com o grupo BP anunciada em março e recém-aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com a emissão de ações de R$ 1,3 bilhão, o capital da LLX passará de R$ 624,544 milhões para R$ 1,924 bilhão. O preço de emissão por ação foi fixado em R$ 1,20, levando em conta a cotação média das ações da companhia (R$ 0,94 por ação) nos pregões realizados entre 17 de junho e 13 de agosto, 60 dias antes da celebração do termo de compromisso com a EIG, acrescida de ágio de 27%.

Após a operação, Eike Batista continuará com 21% da companhia e terá o direito de indicar um membro para seu conselho de administração.

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