Com novo PIB, economia é quase 11% maior, diz Bernardo

O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, Orçamento e Gestão, afirmou nesta quarta-feira, 21, que a revisão dos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos cinco anos, mostrando que o desempenho da economia foi melhor nesse período do que vinha sendo divulgado, "mostram que a economia brasileira, na prática, é quase 11% maior do que vinha sendo calculado anteriormente." O ministro fez a afirmação ao sair de uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual apresentou os dados revisados, entre eles a informação de que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia em 2005 cresceu 2,9%, e não os 2,3% divulgados.Bernardo contou que Lula ficou "muito satisfeito", mas isso não muda, segundo o ministro, o discurso governista: "Vamos continuar fazendo esforço para melhorar esse quadro. Achamos que os indicadores divulgados são muito positivos. Primeiro, porque houve nos últimos quatro anos, no governo Lula, um crescimento da economia maior do que foi divulgado. Segundo, temos indicadores mais positivos sobre o que aconteceu com a carga tributária, com a dívida, com o déficit nominal, que era de 3,3%, mas, na verdade, se mostrou ser 3% do PIB." Questionado se os dados considerados positivos mudam a meta de crescimento da economia do País, o ministro respondeu: "A nossa projeção está no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Queremos crescer 4,5% este ano e 5% nos próximos anos e vamos manter o crescimento sustentável."O ministro afirmou que, de acordo com palavras do presidente Lula, esses resultados devem continuar estimulando o governo "a melhorar ainda mais."EstímuloSegundo ele, os integrantes do governo, após a divulgação dos dados, se sentem, "evidentemente, mais estimulados" a continuar fazendo esforço para que sejam aprovadas no Congresso as medidas provisórias (MPs) e os projetos incluídos no PAC. "Os números dão novo alento e muito mais disposição ao governo para continuar trabalhando."O ministro afirmou que os projetos têm por objetivo melhorar o ambiente de negócios no País, tornando a economia brasileira mais previsível e favorecendo o planejamento das empresas para os próximos anos. Na avaliação de Bernardo, os novos dados sobre o PIB permitem que o País conheça melhor a sua realidade e dão uma tranqüilidade maior para trabalhar. "Agora, não dá para sentar e achar que não precisamos fazer nada, que as coisas acontecem. Não. Temos de trabalhar e fazer muito esforço para melhorar", afirmou.JurosA uma pergunta sobre a política de juros, o ministro observou que o Banco Central tem diminuído as taxas nas 14 reuniões mais recentes. "Acho que não tem ninguém apostando que o BC vá parar de fazer isso."Paulo Bernardo informou que a MP que aumenta o salário mínimo para R$ 380,00 está sendo discutida e elaborada para que possa entrar em vigor dia 1º de abril. "Não sei se a decisão está tomada. A tendência natural é de que façamos a medida provisória para resolver uma coisa que foi compromisso do presidente Lula no ano passado."Um repórter perguntou se o governo não corre o risco de perder, no Congresso, o primeiro semestre deste ano, por causa da demora na aprovação das medidas provisórias e projetos do PAC. "Não vai ser perdido, não. Este semestre vai ser importante. Primeiro, porque vamos aprovar as MPs. Tenho certeza de que o Congresso vai aprová-las. Segundo, porque os projetos de lei que mandamos vão melhorar o ambiente de negócios no País." Matéria alterada às 18h40 para acréscimo de informações

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