Vincent Yu/AP Photo
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Com otimismo sobre vacina contra covid, mercados internacionais fecham em manhã de alta

No fim de semana, a AstraZeneca anunciou a retomada da fase 3 de testes de sua possível contra o vírus; além disso, possível fim do impasse entre TikTok e governo dos EUA também animou

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2020 | 07h02
Atualizado 14 de setembro de 2020 | 18h47

As Bolsas da Ásia e de Nova York fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, 14, favorecidas por esperanças renovadas sobre uma vacina contra a covid-19 e após novidades do noticiário corporativo que envolvem uma transação bilionária e uma possível solução para as operações americanas do aplicativo chinês TikTok

No fim de semana, a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca anunciou a retomada no Reino Unido da fase 3 de testes de sua possível vacina contra o novo coronavírus, após suspendê-la por alguns dias devido a uma reação adversa em um participante. Já o grupo japonês SoftBank fechou a venda do controle da empresa de chips britânica Arm para a americana Nvidia, por US$ 40 bilhões.

Além disso, fontes do Wall Street Journal dizem que a Oracle venceu a disputa para assumir as operações americanas do aplicativo chinês TikTok, derrotando a Microsoft. As fontes dizem que a Oracle deve ser anunciada como "parceira tecnológica de confiança" da ByteDance, controladora do aplicativo de compartilhamento de vídeos curtos, num acordo que não envolverá venda direta - com isso, as ações da empresa subiram 4,32% em Nova York.

No dia 6 de agosto, o governo dos Estados Unidos havia estipulado um prazo de 45 dias para que o TikTok fosse vendido para uma empresa americana, sob o risco de ser proibido no país por "questões de segurança nacional".

Bolsas da Ásia 

O índice japonês Nikkei subiu 0,65% em Tóquio, com ganhos liderados pelo SoftBank (+8,96%) e outros papéis do setor de eletrônicos. Quando os negócios já estavam encerrados, foi anunciado que Yoshihide Suga foi eleito como novo líder do Partido Liberal Democrata (PLD) do Japão.

Na China continental, os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto avançaram 0,57% e 1,15% cada, enquanto o Hang Seng teve alta de 0,56% em Hong Kong. Já o sul-coreano Kospi subiu 1,30% em Seul e o Taiex avançou 0,88% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana também ficou no azul, e o S&P/ASX 200 subiu 0,68% em Sydney

Bolsas da Europa 

Por lá, chamou atenção a fala do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ao afirmar nesta segunda que quer um relacionamento futuro "ótimo" e um acordo de livre-comércio com a União Europeia, mas que é preciso garantir a "soberania" e a "integridade" do Reino Unido. A declaração traz uma sinalização positiva para o país e o bloco no futuro 'pós-Brexit', que ainda é alvo de impasses políticos. 

No entanto, os índices fecharam sem sinal único, após a chanceler alemã, Angela Merkel, ressaltar a importância das relações do bloco com a China, mas destacar que pediu para o gigante asiático "mais reciprocidade". Com isso, o Stoxx 600 encerrou com alta de 0,15%, mas a bolsa de Londres caiu 0,10% e a de Frankfurt perdeu 0,07%. Paris e Madri tiveram ganhos de 0,11% e 0,35% cada, enquanto Milão e Lisboa cederam 0,14% e 0,59% cada uma.

Bolsa de Nova York

Por lá, Nasdaq teve alta de 1,87%, o S&P 500 fechou com ganho de 1,27% e o Dow Jones avançou 1,18%, principalmente após o acordo entre Oracle e ByteDance, que pode colocar um fim em um longo impasse entre o governo americano e a rede social chinesa.

No pregão desta segunda, o papel da Apple avançou 3,00%, e a Microsoft teve ganho de 0,68%. Por sua vez, Facebook e Amazon operaram em alta, mas perderam força: o Facebook terminou o dia em recuo de 0,17%, enquanto a Amazon caiu 0,43%. A tendência foi semelhante à do Nasdaq, que chegou a registrar alta de 2,27% ao longo do dia, mas desacelerou.

Petróleo 

Os contratos futuros do petróleo encerraram abaixo dos US$ 40, após a Opep estimar uma queda de 9,5 milhões de barris por dia (bpd) na demanda deste ano. Com isso, o WTI para outubro encerrou em queda de 0,19%, a US$ 37,26 o barril e o Brent para novembro recuou 0,55%, a US$ 39,61.

Contudo, as perdas ficaram contidas após os EUA informar que a passagem do furacão Sally pelo Golfo do México impôs a paralisação do petróleo e gás natural na região - o impacto ajuda a diminuir a oferta de barris no mercado e evita o encalhe dos barris, o que evita a desvalorização e a queda nos preços./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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