Com pacotes de ajuda, bolsas européias fecham em forte alta

Bovespa também amplia ganhos seguindo a reação eufórica dos mercados internacionais às medidas anticrise

Redação,

13 Outubro 2008 | 13h09

As bolsas européias fecharam em forte alta nesta segunda-feira, 13, refletindo as medidas que injetarão bilhões de euros nos bancos do continente, anunciadas neste final de semana pelos líderes da região. Nesta manhã, a Alemanha confirmou um pacote anticrise de até 500 bilhões de euros e o governo francês garantiu 360 bilhões de euros para dar liquidez à economia e ajudar instituições financeiras com problemas. A bolsa de Madri fechou am alta de 10,65%; Frankfurt encerrou com ganhos de 11,4%; Paris subiu 11,18%; Londres encerrou em alta de 7,14%.  Veja também:Após decisão da UE, diversos países anunciam ações anticriseFrança anuncia plano de resgate de até 360 bi de eurosAlemanha confirma pacote anticrise de até 500 bi de eurosEm meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exteriorEuropa vai garantir dívidas bancárias por até 5 anosReino Unido vai resgatar seus 4 maiores bancos, diz jornal Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ampliava ainda mais os ganhos nesta segunda, seguindo a reação eufórica dos mercados internacionais às medidas de governos para evitar o aprofundamento da crise financeira. Às 13h10 (de Brasília), o Ibovespa dava um salto de 10,10%, para 39.204 pontos. Nas últimas sete sessões, o índice havia desabado 28,5% com mais temores de recessão global e de que outras grandes instituições financeiras entrassem em colapso.  No Brasil, o Banco Central decidiu pré-disponibilizar recursos de depósitos compulsórios equivalentes a R$ 100 bilhões. O volume poderá ser liberado de acordo com as necessidades de liquidez dos mercados. Esse movimento produzia uma recuperação generalizada do Ibovespa, com valorização de todas as 66 ações que compõem a carteira teórica. Os ganhos só não eram maiores porque o desempenho das blue chips era mais modesto. Às 13h30 (de Brasília), Unibanco disparava 24,68%, para US$ 73,56; Itaú avançava 22,79%, para US$ 12,34, e Bradesco ganhava 21,98%, para US$ 11,82. Vale e Petrobras seguiam a tendência positiva generalizada. Vale ON subia 15,37%, para US$ 13,96, e Vale PN avançava 14,68%, para US$ 12,34, enquanto os ADRs ON da Petrobras tinham alta de 11,07%, para US$ 28,99, e os PN registravam +11,75%, a US$ 23,59. Nova York Os índices da Bolsa de NY também operam em alta, após uma semana turbulenta nos mercados do mundo. Às 12h55 (de Brasília), o índice Dow Jones estava em alta de 486 pontos, ou 5,75%, em 8.937 pontos, prometendo recuperar pelo menos parte das perdas dos oito últimos pregões nos quais caiu 22%. Isso inclui uma queda de 18% só na semana passada - o pior desempenho semanal nos 112 anos de história do Dow Jones. As ações do setor financeiro, em geral, puxam a recuperação em Nova York e em outras grandes Bolsas. Nos EUA, o Nasdaq subia 6,29% e o S&P 500 ganhava 5,80%.  Entre as notícias corporativas que mexeram com os mercados está o anúncio de que o Morgan Stanley fechou o acordo de US$ 9 bilhões que dará ao Mitsubishi UFJ Financial Group uma participação de 21% no banco, embora suas ações tenham caído 61% do nível que estavam antes de o acordo ter sido anunciado. Os termos foram revisados. O Morgan vendeu apenas preferenciais e não um mix de preferenciais e ordinárias como previa o acordo original.  Medidas No final de semana, líderes dos 15 países da zona do euro concordaram com um plano para garantir os empréstimos entre os bancos até 2009 e para permitir que os governo comprem ações de empresas financeiras com problemas. Entre outros países, a Austrália garantiu financiamento para os bancos. O Reino Unido disse que vai injetar até US$ 63 bilhões em três bancos; a Alemanha anunciou um plano de até 500 bilhões de euros para descongelar os empréstimos interbancários e restaurar a confiança no sistema financeiro.  O BCE, o Banco da Inglaterra e o banco central da Suíça disseram que vão emprestar volumes sem limites de dólares aos bancos. (com Reuters, Regina Cardeal e Danielle Chaves, da Agência Estado)

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