Com pagamento ao FMI, Brasil economiza US$ 900 milhões com juros

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que o governo decidiu antecipar o pagamento de US$ 15,5 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) até o final deste mês em função do forte volume de reservas internacionais líquidas. "Estamos em uma situação em que podemos antecipar", disse, comparando as reservas líquidas atuais de US$ 51 bilhões com os US$ 15 bilhões, no início de 2003. Segundo ele, esse volume é suficiente para o pré-pagamento.O ministro da Fazenda explicou que o País economizará US$ 900 milhões que seriam pagos em juros ao FMI. "Nós podemos tomar essa atitude para melhorar o ambiente econômico do Brasil", acrescentou, citando, além das reservas, o bom desempenho das contas externas, sobretudo do saldo comercial, como razões para a opção pelo pré-pagamento. Na nota oficial do Ministério da Fazenda, na qual foi anunciado o pagamento ao Fundo, foi destacado que as exportações brasileiras estão próximas da marca dos US$ 120 bilhões em 12 meses e que o ano de 2005 terminará com superávit comercial acima dos US$ 40 bilhões.A nota também informa que, pelo segundo ano consecutivo, o superávit em conta corrente da balança de pagamentos deverá ficar em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). O documento aponta melhora do perfil da dívida externa do setor público. De acordo com a nota, o prazo médio de emissões de títulos do Tesouro no mercado internacional tem excedido 11 anos.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 17h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.