Tiago Queiroz/ Estadão - 25/11/2020
Tiago Queiroz/ Estadão - 25/11/2020

Com pandemia, comércio revê o perfil das vendas ao longo do ano

Restrições à circulação e mudanças de hábito fizeram dezembro deixar de ser o mês de maior movimento

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2021 | 06h52

As medidas de restrição de circulação adotadas pelo governo de São Paulo em 2020 modificaram a sazonalidade do comércio paulista, mostra um levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) com base nas variações do consumo entre 2015 e 2019 e o desempenho das vendas no ano passado.

Dezembro era o mais relevante para o comércio e tinha um volume de vendas em média 15,1% maior do que o mês de novembro – que, por sua vez, também era um mês mais aquecido que o restante do ano. Isso se explica por causa das compras que se iniciam no feriado de outubro, estendem-se pela Black Friday e desembocam no Natal.

“Olhando para 2020, no entanto, a estrutura muda completamente, e o que se vê é que os meses que registraram os melhores resultados foram aqueles em que o comércio reabriu suas portas depois de períodos inteiros sem funcionar”, afirma a Fecomércio-SP em seu relatório. “A variação mais positiva do ano passado ocorreu em maio (alta de 15,4%), quando houve uma retomada após uma retração expressiva de 24,4% em abril.”

O segundo melhor desempenho aconteceu em junho (13,4%), depois de um período em que muitos lojistas tiveram de interromper suas atividades mais uma vez. Só então aparece, em terceiro lugar, o mês de dezembro, com expansão de 11,3% nas vendas.

Os segmentos mais afetados pelas restrições da pandemia foram as lojas de roupas e calçados, que perderam 24% de participação no faturamento do varejo, e as concessionárias de veículos, com recuo de 20,3%. Por outro lado, as empresas mais favorecidas foram as lojas de materiais de construção, cuja fatia cresceu 20% (um aumento de R$ 17,6 bilhões em faturamento), e de móveis e decoração, que ampliaram sua participação em 13,5%, elevando suas receitas em R$ 2,9 bilhões. 

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