Com pandemia, doações online se tornaram cruciais para ONGs
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Com pandemia, doações online se tornaram cruciais para ONGs

Organizações como a Aldeias Infantis SOS Brasil lutam para manter seus atendimentos humanitários

Aldeias Infantis SOS Brasil, Media Lab Estadão
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10 de dezembro de 2020 | 11h36

A covid-19 tem imposto árduos desafios para toda a sociedade e, para o terceiro setor, a situação é ainda mais delicada. A crise vem aumentando as demandas dos projetos de tal forma que, mesmo com o cenário tendo despertado a solidariedade das pessoas, as organizações não governamentais (ONGs) enfrentam crescentes dificuldades em continuar proporcionando os atendimentos aos quais se propõem. Segundo pesquisa feita este ano pela Rede do Bem*, 67% dos gestores de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos do eixo Rio-São Paulo constataram queda acima da metade na arrecadação, e 83% previam riscos de fecharem suas portas no curto prazo (ou reduzirem as atividades).

Determinadas a ficar de fora dessa triste estatística, ONGs como a Aldeias Infantis SOS Brasil têm recorrido às doações virtuais. No auge da pandemia, a ONG promoveu a campanha #SOSPrecisamosContinuar, que beneficiou mais de 30 mil pessoas com cestas básicas, kits de higiene e máscaras. Recentemente, lançou a ação #CuidandoUmDoOutro, que, além de doações, reforça a importância do uso de máscara na prevenção ao coronavírus. Agora, a organização busca que doadores se engajem na campanha #VOCÊPRESENTE, que apresenta opções de kits de Natal compostos por roupas, calçados e brinquedos para todas as crianças que acolhe neste momento. "Recorrer com efetividade a alternativas como essas nos é possível graças à experiência que temos acumulado e compartilhado em 71 anos de existência", diz Edmond Sakai, diretor de Relações Institucionais, Marketing e Comunicação da Aldeias Infantis SOS Brasil.

A solidez da ONG vem sendo construída desde 1949, quando ela surgiu na Áustria, e hoje está presente em 136 países e territórios. Seu objetivo é assegurar a todas as crianças o direito a viver em família. Por isso, atua junto a crianças, jovens e adolescentes que perderam ou estão em risco de perder o cuidado parental. É a maior organização de cuidado direto à criança no mundo, desenvolvendo projetos próprios e fazendo ela mesma o atendimento a todos os envolvidos. Como resultado, já recebeu inúmeros prêmios no mundo todo, entre eles a honraria Mensageiro da Paz, pela Organização das Nações Unidas (ONU), e nomeações ao Nobel da Paz. "Nossa missão é proteger crianças em situação de vulnerabilidade", detalha Edmond. O trabalho tem como base três grandes linhas de ação:

  1) Acolhimento: reproduz ambiente familiar em casas-lares com até nove crianças, cujos pais, por ordem da Vara da Infância, perderam suas guardas. Cada criança possui armário, cama, roupa, e conta com 24 horas de cuidados profissionais – as chamadas mães sociais, que dão refeições, brincam, levam à escola, ao médico. Enquanto acolhe essas crianças e jovens, a organização também atua para que, sempre que possível, elas sejam reintegradas a suas famílias biológicas, ou possam ser adotadas por famílias alternativas.

2) Fortalecimento familiar: apoio a famílias em situação de alta vulnerabilidade que estão em risco de perder o cuidado parental. Esse apoio é feito de forma individualizada, de acordo com a realidade de cada família, por meio de rodas de conversa, visitas, formação. Para reforçar isso de forma prática, os pais contam inclusive com projetos de geração de renda (panificação, manicure, carpintaria).

3) Incidência de políticas públicas: para que os governos possam melhorar as políticas e assegurar os direitos das crianças, jovens e adolescentes, a organização fica diretamente em contato com senadores, deputados e vereadores. "Participamos da elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente e atuamos junto à ONU na aprovação da Convenção dos Direitos das Crianças", enumera Edmond.

Além disso, a Aldeias Infantis SOS atua no mundo todo em resposta a situações de emergência, como guerras e desastres naturais. No Brasil, a organização promove assistência e proteção de famílias refugiadas venezuelanas, com o programa Brasil Sem Fronteiras, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur). No fim de 2019, também firmou uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para a criação de centros para educação, proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes venezuelanos.

"Um dos grandes diferenciais da Aldeias Infantis SOS Brasil é a transparência. Eles disponibilizam relatórios financeiros, que recebo todo ano", conta a administradora Adriana Kfouri. Há anos doadora da organização, no início de 2020 ela deu um novo passo: apadrinhou um garotinho de quase 6 anos, de uma das casas-lares. No programa Padrinho SOS, o doador contribui mensalmente para o cuidado de uma criança ou adolescente. Durante o apadrinhamento, um forte vínculo é criado, e o padrinho pode acompanhar seu desenvolvimento. O processo é simples: a pessoa manifesta interesse, escolhe a forma de pagamento (cartão de crédito ou boleto) e pronto. "Depois de alguns dias já recebi uma cartinha com foto do Braian, me contando como ele é, o que gosta de fazer... Não vejo a hora de a pandemia me deixar abraçá-lo pessoalmente!", diz Adriana. Perguntada sobre o porquê de ter escolhido ajudar a Aldeias Infantis SOS Brasil, ela não titubeia: "Porque eles oferecem um acolhimento tão amplo e sólido que as crianças percebem que têm todo o direito de sonhar, e isso é fundamental, pois crianças sem sonhos criam um país sem futuro".

​Aldeias Infantis SOS Brasil

No Brasil há 53 anos, a organização humanitária Aldeias Infantis SOS Brasil:

- Já protegeu 150 mil crianças, adolescentes e jovens

- Desenvolve mais de 70 projetos

- Atua em 31 localidades em todo o território nacional

SERVIÇO

Você pode proporcionar um Natal especial para as crianças acolhidas nas casas-lares contribuindo com a campanha #VOCÊPRESENTE, da Aldeias Infantis SOS Brasil:  

APADRINHE UMA CRIANÇA  

DOE UM KIT PRESENTE 

 


Referência: *Pesquisa feita pela Rede do Bem, uma iniciativa da Agência do Bem (http://www.agenciadobem.org.br/) , junto a 231 gestores de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, do eixo Rio-São Paulo, em abril de 2020.

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