Roosevelt Cassio/Reuters
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Com pandemia e fim do acordo com a Boeing, Embraer tem prejuízo de R$ 1,68 bi no 2º trimestre

No semestre, perdas somam R$ 2,9 bilhões; de abril a junho, a companhia entregou apenas quatro aeronaves comerciais ante 26 no mesmo período de 2019

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2020 | 08h03

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer reportou prejuízo líquido de R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre de 2020. No mesmo período do ano passado a companhia teve lucro líquido de R$ 26,1 milhões. No semestre, o prejuízo líquido da empresa já soma R$ 2,9 bilhões, contra um resultado também negativo de R$ 134,7 milhões em igual comparação.

Entre os fatores que comprometeram o resultado no segundo trimestre estão a pandemia da covid-19, que comprometeu a demanda por aviões, além do fim do acordo com a Boeing. Os números foram divulgados pela empresa nesta quarta-feira, 5, em balanço enviado à Comissão de Valores Moniliários (CVM).

O prejuízo líquido ajustado no período, excluído o Imposto de Renda e a contribuição social diferidos e também o impacto líquido, após imposto dos itens especiais que eventualmente tenham sido contabilizados, foi de R$ 1,071 bilhão, contra prejuízo de R$ 57,6 milhões na comparação anual.

A companhia teve queda na receita líquida de 47% em relação ao segundo trimestre de 2019, para R$ 2,864 bilhões, em função da queda nas entregas de aviões, sobretudo na aviação comercial. "Na comparação entre os semestres, todos os segmentos de negócio tiveram queda de receita, sendo que a maior queda ocorreu na Aviação Comercial e seus serviços relacionados que contribuíram com quase 75% da queda na receita líquida", informou o comunicado.

No trimestre, a Embraer entregou apenas quatro aeronaves comerciais ante 26 em igual comparação de 2019. Na aviação executiva as entregas foram de 13 unidades contra 25 no mesmo período do ano passado.

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