Ruth Fremson/The New York Times
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Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Com pandemia e problemas no 737 Max, Boeing tem resultado pior que o esperado no 1º trimestre

Depois de anunciar que havia desistido do negócio com Embraer, companhia não citou a brasileira no balanço, que mostrou prejuízo de US$ 641 milhões; resultado frustrou analistas, mas foi bem recebido pelo mercado

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2020 | 10h08

Afetada pela crise provocada pela pandemia da covid-19 e pelos problemas em torno do modelo 737 Max, cuja utilização está suspensa por companhias aéreas após acidentes fatais, a Boeing registrou prejuízo líquido de US$ 641 milhões no primeiro trimestre de 2020, ou de US$ 1,70 por ação em termos ajustados.

O número frustrou analistas, que projetavam prejuízo líquido menor, de US$ 1,60 por ação. A receita no período também decepcionou: caiu 26% em um ano, para US$ 16,91 bilhões, enquanto a expectativa era de US$ 17,33 bilhões. As informações constam do balanço publicado na manhã desta quarta-feira, 29.

O informe de resultados, porém, foi bem recebido pelo mercado. Isso porque o fluxo de caixa livre, embora tenha caído de US$ 2,29 bilhões para US$ 4,73 bilhões negativos, não superou a projeção mais pessimista da consultoria FactSet, de perda de US$ 5,79 bilhões. A receita com aviões comerciais também deu alívio aos investidores, ao recuar para US$ 6,21 bilhões (-48%), ante projeção de queda maior, a US$ 5,94 bilhões.

A fabricante de aviões informa que lançará um plano de demissão voluntária para reduzir suas despesas, considerando os impactos das crises do 737 Max e do coronavírus. "Como a pandemia continua a reduzir o tráfego de passageiros das companhias aéreas, a Boeing vê um impacto significativo na demanda por novos aviões e serviços comerciais, com as companhias aéreas atrasando compras de novos jatos", diz a empresa, em nota.

Ainda assim, a companhia se diz otimista no longo prazo. "Estamos progredindo em direção ao retorno seguro da produção do 737 Max e estamos levando segurança, qualidade e excelência operacional a tudo o que fazemos", ressalta o CEO, David Calhoun.

 O balanço não faz qualquer citação à Embraer, após a Boeing decidir pela rescisão de acordo com a empresa brasileira.

Com os números bem recebidos pelo mercado, às 9h08 de Brasília, a ação da Boeing subia 3,31% no pré-mercado de Nova York

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