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Com pandemia, feiras e eventos vão para a internet

Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) vai realizar seu congresso, um dos maiores do setor, de forma virtual no dia 3 de agosto

Clarice Couto, Isadora Duarte e Letícia Pakulski, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2020 | 07h59

Diante da imprevisibilidade quanto ao término do isolamento social, o agro está levando feiras e eventos para a internet. A ideia é recuperar o tempo perdido no primeiro quadrimestre, quando muitos dos eventos precisaram ser cancelados. A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) vai realizar seu congresso, um dos maiores do setor, de forma virtual no dia 3 de agosto.

Os debatedores devem se reunir presencialmente, mas o público só poderá acompanhar pela rede. A Agrotins, do Tocantins, será via internet esta semana. “O setor não quer perder 2020”, diz Rafael Sant’Anna, gerente de Negócios da Agrofy, maior marketplace do agronegócio no País. Para se ter uma ideia do potencial desses eventos, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), gerou R$ 2,9 bilhões em negócios em 2019. 

Conectados

A Agrofy tem negociações avançadas para viabilizar versões das principais exposições agropecuárias nacionais, com mapa virtual e estandes com realidade aumentada semelhantes aos espaços físicos. Ali, produtores conseguirão conhecer produtos e negociar com expositores.

Sem prejuízo. Encampar na segunda metade do ano eventos que sempre ocorrem na primeira não significa perder o “timing” dos negócios, diz Nadege Saad, gerente de Marketing da Agrofy para a América Latina. Para ela, ainda que nas feiras do 2.º semestre o foco não seja o mesmo dos eventos do primeiro, o impacto é limitado. “O adiamento deve mexer muito pouco no cronograma de vendas, se mexer.” 

Gente grande

Em resposta à demanda de produtores e empresas, a Agrofy vai realizar a partir desta segunda-feira até 29 de junho um feirão de máquinas agrícolas e insumos. Agricultores terão condições mais vantajosas para adquirir o que precisam, diz Sant’Anna. Cerca de 80 empresas participarão, entre elas Jacto e Stara, de maquinário. “Como não tivemos feiras até agora, esperamos boa demanda, com negócios acima de R$ 2 bilhões”, projeta.

Avante

A Kimberlit Agrociências, de fertilizantes especiais, espera fechar 2020 com faturamento ao menos 15% maior. A projeção leva em conta o desempenho no primeiro trimestre, em que registrou aumento de vendas nesse porcentual, puxadas pelo milho e soja, culturas beneficiadas pelo atual câmbio. “Nunca tivemos um preço tão bom dessas duas commodities”, afirma Renato Peixoto, diretor financeiro da Kimberlit. 

Otimismo

A Kimberlit também mantém planos de investir de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões em nova fábrica da Bionat, sua unidade de defensivos biológicos. A construção deve começar no terceiro trimestre. Para este ano, a expectativa é de que o faturamento da Bionat chegue a R$ 20 milhões, três vezes mais do que em 2019. “Acreditamos que já passamos do meio da crise da covid-19 e vamos caminhar para o fim; a safra não vai ser comprometida”, prevê Peixoto.

Segue firme

O consumo de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados segue em alta no País, impulsionado pela quarentena da população. Entre fevereiro e maio, até a primeira quinzena, o volume vendido desses produtos cresceu 20%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). No período, foram comercializadas 160 mil toneladas a mais.

Continua

Cláudio Zanão, presidente executivo da Abimapi, acredita que o consumo seguirá aquecido mesmo após restaurantes e serviços de alimentação voltarem a funcionar. São produtos relativamente baratos e a população está menos capitalizada, destaca. “Macarrão, biscoito e pão devem ter crescimento mais consistente até o fim deste ano, de 2% a 4%”, projeta. Em 2019, fabricantes venderam 3,3 milhões de toneladas de pães, massas, bolos e biscoitos industrializados. 

Em vão

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, se esforçou em favor da aprovação da Medida Provisória 910, conhecida como MP da Grilagem, mas a proposta foi retirada da pauta na Câmara antes de caducar. O Projeto de Lei 2.633/2020, que retomou a questão, também foi para a gaveta da Câmara dos Deputados, após ameaça de retaliação de compradores estrangeiros aos produtos agropecuários brasileiros.

Do zero

Uma fonte do governo avalia que a articulação do Ministério da Agricultura com os parlamentares terá de ser refeita a fim de tirar o “rótulo” de que o projeto beneficia o desmatamento ilegal. “Vamos começar do zero, com uma nova estratégia, levando a ideia de algo novo para não contaminar o debate”, diz. 

Adiantados

As recentes altas do dólar têm reduzido a pressão por armazenagem no Paraná, já que favorece a rápida comercialização dos grãos. A Cocamar, cooperativa de Maringá, recebeu um volume recorde de soja em 2019/2020, de 1,5 milhão de toneladas, mas 80% desse volume já foi negociado. “Venda rápida dessa maneira nunca havia sido vista, o que ajudou a aliviar o (espaço de) armazenamento”, conta o vice-presidente de negócios da cooperativa, José Cícero Aderaldo. A capacidade de estocagem da cooperativa é de 1,7 milhão de toneladas. 

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