Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Com pandemia, vendas no varejo devem ter tombo recorde de 43,1% no Dia dos Namorados

Segundo a Confederação Nacional do Comércio, maiores perdas virão de segmentos considerados não essenciais, como vestuário e calçados

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2020 | 12h46

RIO – A pandemia do coronavírus vai inibir a troca de presentes entre casais no Dia dos Namorados deste ano, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O varejo deve faturar R$ 937,8 milhões em vendas para a data comemorada em 12 de junho, o que representaria um tombo recorde de 43,1% em relação ao mesmo período de 2019, quando o volume vendido movimentou R$ 1,65 bilhão. 

As maiores perdas devem ocorrer nos segmentos do varejo considerados “não essenciais”. As lojas de vestuário, calçados e acessórios venderão 71,3% menos do que no ano passado, enquanto os estabelecimentos especializados na venda de itens de informática e comunicação registrarão queda de 58,3%. O ramo de utilidades domésticas e eletroeletrônicos deve vender 55,8% menos.

O varejo venderá menos em todos os Estados, com destaque para as quedas em São Paulo (-41,9%), Rio de Janeiro (-34,6%), Minas Gerais (-30,7%), Ceará (-65,3%), Amapá (- 65,1%) e Pernambuco (-62,2%).

“Sendo um dos setores econômicos mais diretamente impactados pela pandemia de covid-19, o comércio varejista sofre neste momento não só com as restrições à circulação de consumidores, mas também com a retração do nível geral de atividade e a deterioração das condições de consumo, tais como as quedas dos níveis de emprego, de renda e da confiança do consumidor. Nem mesmo a menor taxa básica de juros da história e o recuo da taxa de juros nas operações livres às pessoas físicas têm servido de estímulo à contratação de recursos para o consumo”, escreveu o economista Fabio Bentes, da CNC, no estudo.

A CNC lembra que o Dia dos Namorados ocorrerá no início do processo de flexibilização da quarentena. A menor adesão ao isolamento social no início de junho deve fazer com que as vendas recuem menos do que no Dia das Mães deste ano, quando o volume vendido despencou 59,2%. O estudo cita dados da consultoria Inloco, mostrando que o índice de isolamento social no Brasil desceu ao menor patamar da quarentena na semana anterior ao Dia dos Namorados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.