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Com pedido de recuperação da Oi, bancos terão de elevar provisões contra calotes

Dentre os principais credores da companhia estão Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e BNDES

ALINE BRONZATI E CYNTHIA DECLOEDT, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2016 | 21h26

O pedido de recuperação judicial da Oi terá impacto imediato no balanço dos grandes bancos brasileiros, que terão de elevar as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, no segundo trimestre deste ano para fazer frente a esse novo evento. As dívidas inseridas no processo da Oi somam R$ 65,4 bilhões.

Dentre os principais credores da companhia estão Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e BNDES.

De acordo com fontes, o BB teria exposição entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Já o Itaú tem cerca de R$ 2 bilhões em fianças bancárias e não em empréstimos, diz outra fonte. O Bradesco, afirma um executivo, teria R$ 2,7 bilhões, também em fianças bancárias. A Caixa teria cerca de R$ 2 bilhões, dos quais uma pequena parte conta com provisionamento, além de R$ 1,8 bilhão em debêntures (títulos de dívida) emitidos pela Oi. O BNDES teria exposição de cerca de R$ 4 bilhões, segundo reportagem publicada recentemente pelo Estado.

Na proposta feita pela Oi aos credores e divulgada na última sexta-feira, a empresa informava uma dívida de R$ 16,8 bilhões com as instituições financeiras.

Geralmente, os bancos provisionam 30% dos créditos de empresas que entram com pedido de recuperação judicial, segundo analistas. Isso ocorre mesmo sem o regulador exigir um colchão específico em casos de pedido de proteção. Trata-se, no entanto, do mínimo exigido para provisionamento em caso de atrasos de 91 a 120 dias, conforme resolução do Banco Central.

Cada instituição tem sua política de provisionamento específica. No primeiro trimestre, os grandes bancos já tiveram seus resultados afetados pelo pedido de recuperação da Sete Brasil, que não chegou a um consenso com a Petrobrás. 

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