Richard Drew/AP
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Com piora no cenário externo, Bolsa fecha a semana em queda

Nesta sexta, Ibovespa recuou 1,21% e o dólar teve alta de 0,45%; ações do setor financeiros tiveram as maiores perdas no dia

O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2019 | 18h05

A Bolsa brasileira aprofundou as perdas na tarde desta sexta-feira. Assim, o Ibovespa não conseguiu fechar a semana acima dos 104 mil pontos. Com a piora nos resultados nas Bolsas dos Estados Unidos, o índice encerrou o dia aos 103.451,93 pontos, em queda de 1,21%, tendo como destaque negativo ações do setor financeiro. Na semana, a Bolsa acumulou perda de 0,44%.

Dólar em alta

O dólar esteve todo o tempo alinhado ao exterior, fechando aos R$ 3,7458, com alta de 0,45% - na semana, a moeda americana teve valorização de 0,20% ante o real. 

No mês, o dólar recua 2,46% e o real é uma das divisas que mais se valorizam ante a moeda americana. Estrategistas ainda veem potencial de valorização do real pela frente, sobretudo quando o Congresso voltar do recesso e a reforma da Previdência avançar como o esperado. 

Queda nas ações de bancos

Na Bolsa de São Paulo a queda foi generalizada entre as blue chips, as ações mais comercializadas, mas se destacou entre as do setor financeiro - grupo de maior peso na composição do Ibovespa -, onde as perdas superaram 2% na maioria dos papéis. Os principais recuos foram de Santander Unit (2,59%) e Bradesco PN (2,26%).

Esse movimento foi reflexo da delação premiada em que o ex-ministro Antonio Palocci teria dito que alguns dos principais bancos do País fizeram doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimento nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Mesmo com a queda desta sexta, o Ibovespa acumula alta de 2,46% em julho. No ano, o ganho chega a 17,71%.

Corte nos juros dos EUA

No exterior, os negócios foram pautados pelos ajustes nas expectativas sobre a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no fim deste mês. A aposta numa redução menor do juro, de 0,25 ponto porcentual, começou a ganhar espaço depois que o Fed de Nova York "corrigiu" a leitura feita do discurso do presidente da distrital John Williams e que havia alimentado apostas numa queda de 0,50 ponto. Paula Dias,  Gabriel Bueno da Costa e  Altamiro Silva Junior

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