Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA
Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA

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Com possível alta médica de Trump, mercados internacionais fecham em alta

Presidente americano anunciou que deve deixar o hospital nesta segunda, às 19h30 de Brasília, após ser diagnosticado com a covid-19

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2020 | 07h30
Atualizado 05 de outubro de 2020 | 18h48

Algumas das principais Bolsas da Ásia, as da Europa e de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira, 5, em alta, reagindo à aparente melhora no estado de saúde do presidente americano, Donald Trump. Segundo boletim médico de domingo, 4, o republicano terá alta do hospital ainda nesta segunda. 

Trump, informou por meio de um post no Twitter que deixará o hospital militar Walter Reed nesta segunda-feira, 5, às 18h30 (hora local, 19h30 de Brasília). O presidente, de 74 anos, confirmou que deixará o centro médico após ser submetido a um tratamento contra a covid-19, desde a sexta-feira, quando anunciou ter testado positivo para a doença

O presidente pediu ainda às pessoas que não temam o vírus. "Estou me sentindo muito bem!", tuitou o republicano na tarde desta segunda-feira. "Não tenha medo da covid. Não deixe que ela domine sua vida. Desenvolvemos, sob o governo Trump, algumas drogas e conhecimentos realmente excelentes. Sinto-me melhor agora do que há 20 anos!"

"As ações abriram solidamente em alta devido à melhora da saúde de Trump. Relatos de que o presidente pode deixar o hospital hoje, e o otimismo relacionado de que os formuladores de políticas em breve poderão encontrar um meio-termo em um pacote de estímulo" alimentaram as altas, avalia a LPL Market. O Rabobank mostrou visão semelhante, e acrescentou o potencial de busca por ativos de risco caso seja confirmado um acordo por novos estímulos fiscais no Congresso dos EUA.

Bolsas da Ásia 

No Japão, o índice Nikkei, em Tóquio, fechou em alta de 1,23%. Por lá, também repercutiu a notícia de que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do país subiu de 45,0 em agosto para 46,8 em setembro, de acordo com indicador divulgado nesta segunda pela IHS Markit em parceria com o Jibun Bank. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,32%.

Já em Seul, capital da Coreia do Sul, o índice Kospi avançou 1,29%, com a redução de temores em torno da pandemia no país oferecendo apoio adicional. O setor automotivo liderou os ganhos, com a Kia Motors em alta de 7,7%, após notícia de que as exportações sul-coreanas voltaram a crescer pela primeira vez em sete meses, em meio ao processo de recuperação econômica após o choque da covid-19.

Os mercados da China continental seguem fechados devido ao feriado do Dia Nacional. As Bolsas locais não funcionarão ao longo de toda esta semana. Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sidney, fechou em alta de 2,59%. 

Bolsas da Europa 

Nesta segunda, as vendas no varejo da zona do euro subiram 4,4% em agosto ante julho e 3,7% na comparação anual, segundo dados publicados pela Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam avanço mais contido, de 2,5% na comparação mensal.

Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do bloco, embora tenha caído de 51,9 em agosto para 50,4 em setembro, menor leitura em três meses, recuou menos do que a expectativa de queda a 50,1 pontos. Os indicadores ampliaram os ganhos de mais cedo, quando já havia otimismo no mercado internacional diante da aparente melhora no estado de saúde do presidente Trump.

Por lá, o Stoxx 600 encerrou com alta de 0,81%, enquanto a bolsa de Londres fechou em alta de 0,69%, Paris avançou 0,97% e Frankfurt teve ganho de 1,10%. Já Milão, Madri e Lisboa tiveram alta de 1,06%, 1,23% e 1,20% cada.

Bolsas de Nova York

Além da possível saída de Trump do hospital, os investidores monitoraram por lá as negociações em torno de novos estímulos fiscais para a economia americana. A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram hoje por telefone "por aproximadamente uma hora" para tentar chegar a um entendimento. Em entrevista à MSNBC, entretanto, Pelosi disse que o pacote fiscal dependerá dos republicanos.

Entre os indicadores da economia americana que foram divulgados hoje, o índice de gerentes  de compras (PMI, na sigla em inglês) composto caiu de 54,6 em agosto para 54,3 em setembro, já o índice de atividade do setor de serviços, medido pelo ISM, subiu de 56,9 para 57,8 no mesmo período. Hoje, Dow Jones subiu 1,68%, o S&P 500 avançou 1,80% e o Nasdaq ganhou 2,32%

Petróleo 

Uma conjunção de fatores levou o petróleo a fechar o pregão desta segunda-feira com alta superior a 5%. Além do apetite por risco que prevaleceu no mercado, devido a uma melhora no quadro de saúde do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fraqueza do dólar, uma possível redução da oferta na Noruega e a formação de uma tempestade no Golfo do México também impulsionaram os preços da commodity energética. 

Hoje, o WTI para novembro subiu 5,86%, a US$ 39,22 o barril, enquanto o Brent para dezembro avançou 5,14%, a US$ 41,29 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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