Aaron P. Bernstein/AFP
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Bolsas do exterior fecham sem sentido único, apesar de pacote fiscal de US$ 1 tri nos EUA

Na segunda-feira, 27, o Partido Republicano apresentou no Senado americano uma proposta para um novo pacote fiscal de US$ 1 trilhão destinado a atenuar o violento impacto econômico da covid-19

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2020 | 07h00
Atualizado 28 de julho de 2020 | 19h03

As Bolsas da ÁsiaEuropa e Nova York fecharam sem sentido único nesta terça-feira, 28, atentas ao aumento de casos do coronavírus pelo mundo, apesar de um possível novo pacote de estímulos fiscais dos Estados Unidos avaliado em US$ 1 trilhão, e da alta de importantes ações de tecnologia no continente asiático.

Na segunda-feira, 27, o Partido Republicano apresentou no Senado americano uma proposta para um novo pacote fiscal de US$ 1 trilhão destinado a atenuar o violento impacto econômico da covid-19, que continua se alastrando com força pelos EUA.

Investidores continuam atentos ao aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos e agora também na Europa, enquanto acompanham com cautela as rixas entre EUA e China. Na semana passada, Washington mandou a China fechar seu consulado em Houston, no estado americano do Texas. Em retaliação, os chineses determinaram que o consulado dos EUA em Chengdu também encerrasse atividades.

Bolsa da Ásia

No continente asiático, os índices chineses Xangai Composto Shenzhen Composto subiram 0,71% e 1,37% cada. Já o sul-coreano Kospi se valorizou 1,76% em Seul, graças a um rali da blue chip Samsung Electronics (+5,4%), que pretende lançar novos smartphones da linha Galaxy na próxima semana, e o Hang Seng teve alta de 0,69% em Hong Kong, graças também ao bom desempenho de ações de tecnologia.

Por outro lado, o japonês Nikkei caiu 0,26% em Tóquio, pressionado por papéis do setor imobiliário, e o Taiex ficou praticamente estável em Taiwan, com baixa marginal de 0,01%. Na Oceania, a Bolsa australiana ficou no vermelho, revertendo ganhos de mais cedo no pregão. Em resposta, o S&P/ASX 200 recuou 0,39% em Sydney

Bolsas da Europa

Na Europa, o clima foi de tensão, após a Espanha anunciar um novo aumento de casos de coronavírus - entre ontem e hoje, foram 6,3 mil novos pacientes, maior avanço diário desde 4 de abril. Como consequência da segunda onda de infectados, o Reino Unido disse que passará a impor quarentena de 14 de dias de viajantes espanhóis.

No velho continente, os únicos ganhos foram os do Stoxx 600, que subiu 0,42%, da Bolsa de Londres, que avançou 0,40% e a de Madri, com alta de 1,06%. Na ponta negativa, a Bolsa de Frankfurt perdeu 0,03%, a de Paris cedeu 0,22%, a de Milão recuou 0,59% e a de Lisboa teve baixa de 1,01%.

Bolsas de Nova York

Os índices de Nova York também cederam, à espera do final da reunião do Federal Reserve (Fed, o BC americano), na próxima quarta, que pode anunciar ou não novas medidas de incentivo. Além disso, também pesou a sensação de que o pacote fiscal de US$ 1 trilhão talvez não seja tão eficaz e o resultado abaixo das expectativas dos balanços do McDonald's e da 3M.

Os índices americanos terminaram o dia sem nenhum ganho. O Dow Jones recuou 0,77%, o S&P 500 caiu 0,65% e o Nasdaq perdeu 1,27%. O mercado também reagiu a queda do índice de confiança do consumidor americano, divulgado hoje pelo Conference Board, que caiu de 98,3 em junho para 92,6 em julho. O mercado esperava uma queda menor, a 94,3 pontos. 

Petróleo e ouro

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, com investidores atentos ao quadro para a demanda, em meio a dificuldades na retomada econômica, diante de novas ondas da covid-19 em vários países. Com isso, o WTI para setembro, referência no mercado americano fechou em queda de 1,35%, a US$ 41,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, caiu 0,66%, a US$ 43,61 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)

ouro, por outro lado, teve um dia mais que favorável. Na Comex, divisão de metais da Nymex, a onça-troy com entrega para agosto encerrou em 0,70%, a US$ 1.944,60. As incertezas a respeito da trajetória da economia global, em meio ao persistente avanço do coronavírus, e o dólar fraco ofereceram suporte ao metal precioso e elevaram os preços./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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