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Com poucos ajustes, mercado reduz previsão para inflação em 2013 e 2014

Na pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central, analistas também reduziram projeções para o desempenho da produção industrial e do superávit da balança comercial

Célia Froufe, Agência Estado

18 de novembro de 2013 | 09h13

BRASÍLIA - Analistas do mercado financeiro apresentaram poucos ajustes em suas projeções para a taxa de inflação oficial do País. Conforme o relatório de mercado Focus, publicado nesta segunda-feira, 18, pelo Banco Central, a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 passou de 5,85% para 5,84.%. Há quatro semanas estava em 5,83%. Já para 2014, a mediana das previsões para a inflação caiu de 5,93% para 5,91% de uma semana para outra, enquanto a taxa vista um mês atrás era de 5,94%.

A estimativa para o IPCA de novembro foi recalculada de 0,67% para 0,66%. A taxa é levemente menor do que a esperada um mês atrás, de 0,67%. No caso da mediana das estimativas para o índice em dezembro, houve aumento da taxa de 0,70% para 0,71% ante o porcentual de 0,70% registrado quatro semanas antes.

Entre os profissionais que mais acertam as previsões para o médio prazo, o grupo denominado pelo BC de Top 5, o IPCA de 2013 deverá ficar em 5,86% como já estava a taxa vista uma semana antes - quatro semanas atrás, estava em 5,88%. No caso de 2014, porém, esse mesmo grupo revisou com bastante ênfase a expectativa para a inflação oficial do ano que vem, passando de 5,61% para 5,68% esta semana. Um mês atrás, a projeção era de 5,74%.

Superávit comercial. A balança comercial será ainda mais fraca este ano do que o imaginado inicialmente. Pelo relatório Focus, o saldo comercial será de US$ 1,20 bilhão, e não mais de US$ 1,55 bilhão, conforme apontava a mediana do levantamento anterior. Um mês atrás, a perspectiva era de um superávit de US$ 2 bilhões para o comércio internacional brasileiro.

Também para 2014, o mercado demonstrou mau humor ao reduzir a mediana esperada para o saldo de US$ 10 bilhões para US$ 8 bilhões. O resultado esperado pelos analistas agora é menor também do que o projetado um mês antes, de US$ 8,20 bilhões.

A previsão mediana para o rombo da conta corrente passou de US$ 79 bilhões neste ano para US$ 79,55 bilhões. Para 2014, a mediana para a previsão de déficit saiu de US$ 70,80 bilhões para US$ 70,50 bilhões. Esta é a quinta rodada seguida de revisões na mesma direção, de acordo com a pesquisa Focus. Quatro semanas atrás, a mediana revelava um resultado negativo de US$ 74,40 bilhões.

Apesar da piora do quadro externo, foi mantida a projeção de que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano, o que significa que o financiamento do déficit não será integral nos dois casos. Há 49 semanas, o mercado não muda esta projeção de IED para 2013 e há 66 semanas para o de 2014.

Já relação dívida/PIB ficou estacionada em 34,55% para 2013, segundo analistas consultados pela Focus. Um mês antes, o mercado já aguardava esta proporção para o resultado deste ano. Para 2014, a pesquisa também chegou à marca de 34,55%, a mesma vista um mês antes, mas a mediana estava em 34,40% para o fim de 2014 na semana anterior.

Câmbio. Depois de um período de congelamento das expectativas, os analistas do mercado financeiro promoveram ajustes em suas planilhas para o comportamento do câmbio. A mediana das estimativas para o dólar para o final de 2013 subiu de R$ 2,25, como já constava uma semana e um mês antes, para R$ 2,27 agora. Para o final de 2014, no entanto, as previsões para o dólar ficaram estancadas em R$ 2,40 pela 11ª semana consecutiva.

Já no caso do câmbio médio, houve uma curiosa inversão do comportamento das previsões, já que, para 2013, a taxa ficou estacionada em R$ 2,16 pela quarta semana consecutiva. No caso de 2014, foi detectado um leve ajuste, com a mediana das estimativas passando de R$ 2,33 para R$ 2,35 - quatro semanas atrás, estava em R$ 2,34.

Selic. Uma semana antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os analistas mantiveram suas estimativas para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão para o final de 2013 ficou estacionada em 10,00% ao ano pela quarta semana consecutiva. Atualmente, a Selic está em 9,50% ao ano.

No caso de 2014, a Focus revelou que a mediana das previsões para os juros básicos da economia seguiu em 10,25% aa de uma semana para outra. Também há quatro levantamentos a mediana não sai deste patamar. Sem mudanças nas estimativas, foram mantidas as médias deste ano (8,38%) e também a média para 2014 (10,25%). Um mês antes, essas taxas estavam, respectivamente em 8,38% e 10,19% ao ano. 

Produção industrial. Continua em trajetória firme de queda a mediana das previsões do mercado financeiro para a produção industrial. A mediana das expectativas para este indicador em 2013 foi revisado para baixo, saindo de 1,72% na semana passada para 1,70% agora - um mês atrás estava em 1,84%. Para 2014, no entanto, houve uma elevação do patamar de 2,42% para 2,50%, mesmo nível visto um mês antes.

Apesar dos ajustes do mercado para o comportamento do setor manufatureiro, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 não se mexeram. A mediana para o indicador deste ano seguiu em 2,50% pela quarta semana consecutiva. Para 2014, a previsão mediana foi ajustada de 2,11% para 2,10% de uma semana para outra - há quatro semanas estava em 2,20%.

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