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Com poucos instrumentos de estímulo, economias crescerão menos

Conclusão é dos colunistas José Paulo Kupfer e Andréia Lago e do repórter especial Leandro Modé, todos do grupo Estado, que participam de debate sobre os rumos da economia na Expo Money

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

23 de setembro de 2011 | 22h44

As economias desenvolvidas apresentarão baixo crescimento por um longo período, o que vai impactar a economia brasileira, e a inflação no ambiente doméstico preocupa. A conclusão é dos colunistas do Grupo Estado José Paulo Kupfer e Andréia Lago e do repórter especial do jornal "O Estado de S. Paulo" e âncora da rádio "Estadão ESPN" Leandro Modé, que participaram na noite de hoje (23) de debate sobre os rumos da economia nacional e internacional na edição 2011 da Expo Money, em São Paulo.

Na avaliação deles, as economias desenvolvidas dispõem de poucos instrumentos de estímulo ao crescimento desde 2008, quando precisaram salvar bancos durante o agravamento da crise de crédito.

Modé afirmou que o cenário atual é um prolongamento da crise de três anos atrás e os governos têm pouca capacidade de movimentação. "Muitos bancos em 2008 precisaram ser salvos, como o Citibank, que contou com a ajuda do governo norte-americano. Hoje grande parte da dívida dos EUA vem desta ajuda às instituições financeiras naquela época. A mesma coisa acontece na União Europeia", disse.

"Um grande número de países hoje endividados estava na linha de frente na crise de 2008", completou a editora da coluna "AE Mercado" do "AE Broadcast", Andréia Lago.

Kupfer disse não ver uma saída da crise sem um calote. No entanto, isso não é o fim do mundo. Ele acrescentou que ou haverá um calote selvagem ou um calote organizado, e evitar que bancos sejam afetados ou que isso leve a um caos sistêmico dependerá da atuação dos bancos centrais.

Brasil

No debate, Kupfer, Andréia e Modé previram dificuldades para o Brasil diante da indefinição no cenário externo.

Para Modé, há duas maneiras de o País evitar o baixo crescimento, em caso de uma recessão global. A primeira seria via comércio, porém, com a redução da atividade econômica mundial, essas negociações também tendem a diminuir. A segunda seria por meio de investimentos, e, segundo Modé, como o Brasil é um país que cresce mais do que o mundo desenvolvido, esse crescimento pode atrair mais recursos internacionais, que vão buscar uma economia mais pujante.

Modé acredita que o País seguirá crescendo entre 3% e 4% nos próximos anos, mas há preocupação com a inflação. "O que pode dar dor de cabeça daqui a 12 meses, sem considerar um colapso global, é a inflação. Algumas políticas adotadas pelo governo Dilma são inflacionárias", afirmou.

Andréia concordou que a inflação será mais alta porque o Brasil escolheu manter o crescimento da economia. "Teremos anos de crescimento menor no Brasil, mas maior do que o mercado externo, com inflação um pouco maior do que a vista nos últimos anos e taxa de juros que, apesar da tendência de queda, continuará sendo uma das mais elevadas do mundo."

Kupfer, por outro lado, acredita que haverá pressão inflacionária, mas que ela deve diminuir nos próximos meses, e que a inflação voltará a um patamar próximo ao teto da meta do governo (6,5%). "Concordo que há pressão inflacionária, que os preços andaram mais do que deveriam, mas acredito que essa inflação vai cair nos próximos meses", disse.

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