Com prazo menor, prestação de carro pode subir até 41,11%

Governo estuda reduzir o prazo dos financiamentos e, com isso, diminuir o consumo

Da Redação,

24 de março de 2008 | 16h50

O governo estuda reduzir o prazo dos financiamentos e, com isso, diminuir o consumo. Umas das medidas em estudo é a redução do prazo do financiamento de carros - de 99 meses para 36 meses. Caso esta medida seja, de fato, implementada, o valor das prestações tende a subir, já que o valor do crédito será dividido em um número menor de prestações. Isso acontece mesmo com a utilização de um juro menor neste cálculo, já que os planos mais curtos tendem a embutir taxas mais baixas. No melhor cenário, com a taxa de longo prazo (72 meses) mantida nas operações mais curtas (36 meses), o valor da parcela pode ficar até 41,11% maior. A conclusão faz parte de uma simulação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) para a compra de um carro zero quilômetro popular, com preço à vista de R$ 25 mil. Considerando uma taxa de juro de 2,5% ao mês, já com a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o valor de prestação para um plano sem entrada tem os seguintes valores: - Financiamento em 72 meses: R$ 752,10 - Financiamento em 42 meses: R$ 968,22 - Financiamento em 36 meses (plano que poderá ser estabelecido como prazo máximo pelo governo): R$ 1.061,29. De acordo com os números apresentados pela Anefac, a prestação do plano de 36 meses é 41,11% maior do que o valor do plano em 72 vezes e 28,74% maior do que a dos planos em 42 vezes. Entenda a preocupação com o consumo Preocupado com a manutenção do crescimento econômico em 2009 e 2010, o governo quer evitar de todas as maneiras um aumento das taxas de juros. Só que isso depende, principalmente, do controle da inflação. Se os preços sobem, o Banco Central (BC) precisa aumentar a taxa de juros para conter o consumo e, com isso, controlar a inflação. Se os preços estão sob controle e a economia precisa de um estímulo, o governo corta os juros. Com as condições mais acessíveis de crédito, o consumo no Brasil está acelerado. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 12, mostraram que o aumento da renda e do crédito puxou o consumo das famílias no segundo trimestre. Os números do Produto Interno Bruto (PIB) mostraram que o consumo das famílias alcançou R$ 379,575 bilhões. Trata-se de um crescimento de 5,7% ante igual período do ano passado e foi o 15º aumento consecutivo apurado nessa base de comparação. Veja também: Governo poderá impor redução nos prazos do crédito Lula discute crédito com ministros da Coordenação PolíticaNão é preciso limitar crédito, diz membro da Fiesp   

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