Com preços de alimentos, inflação pelo IPC-S recua para 0,89%

Índice da FGV fica abaixo das estimativas dos analistas; alimentação e tarifas registram as quedas mais expressivas

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

23 de junho de 2008 | 08h19

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 22 de junho subiu 0,89%, em comparação com o aumento de 1,07% no índice anterior, de até 15 de junho. As mais expressivas quedas de preço no período foram apuradas nos setores de alimentação e de tarifas. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 23, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).   Veja também: Entenda a crise dos alimentos  Entenda os principais índices de inflação    A taxa ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,95% e 1,10%; e foi inferior à mediana das expectativas (0,98%).   Segundo a FGV, foram registradas desacelerações de preços em hortaliças e legumes (de 9,37% para 4,67%), panificados e biscoitos (de 3,71% para 2,49%); aves e ovos (de 2,67% para 2,40%), e deflação em óleos e gorduras (de 0,11% para -0,69%).   Além do grupo Alimentação (de 2,78% para 2,24%), foram registradas elevações de preços menos intensas em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice. É o caso dos avanços mais fracos de preços em Vestuário (de 0,39% para 0,30%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,67% para 0,64%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,56% para 0,42%); e Transportes (de 0,09% para 0,03%).   Apenas uma classe de despesa apresentou aceleração de preços no período. É o caso de Despesas Diversas (de 0,07% para 0,22%). Já o grupo restante, Habitação, manteve o mesmo patamar de elevação de preços no período (de 0,39%).   Segundo a FGV, as deflações mais significativas no período foram registradas em mamão da Amazônia - papaya (-30,6%); laranja pêra (-8,93%); e tarifa de eletricidade residencial (-0,44%).    Por sua vez, os aumentos de preços mais expressivos também foram registrados no setor de alimentos. É o caso dos avanços nos preços de arroz branco (17,02%); batata-inglesa ( 12,36%); e acém (12,72%).

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