Com prejuízo de R$ 441 mi, MMX tenta vender mina de Corumbá

Projeto foi suspenso no início de julho e levou a empresa a lançar perdas de R$ 153,8 milhões no balanço do 2º trimestre

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2013 | 02h03

O presidente da MMX, Carlos Gonzalez, revelou ontem que a reorganização do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, vai incluir a mina de Corumbá, projeto da mineradora no Mato Grosso do Sul. "Temos interesse de nos desfazer do ativo", afirmou o executivo, durante uma teleconferência com analistas.

A MMX, segundo ele, tem conversado com empresas regionais interessadas em adquirir o projeto. "Fomos procurados por várias empresas que não querem entrar na MMX como um todo. São empresas de interesse regional que querem participar só de Corumbá", explicou.

Suspenso no início de julho, o projeto obrigou a mineradora a fazer uma baixa contábil de R$ 153,8 milhões no balanço do segundo trimestre.

A perda influenciou negativamente o resultado da companhia, que amargou um prejuízo de R$ 441,5 milhões no período.

Gonzalez reconheceu que Corumbá tem custos operacionais elevados para a MMX. "A mina de Corumbá foge um pouco da nossa estratégia, é uma operação em um Estado diferente, com uma produção pequena e uma situação complexa de logística", explicou.

No evento, o presidente reiterou o foco na "necessária" expansão do projeto Serra Azul, em Minas Gerais, para 50 milhões de toneladas até 2017. Mas, a companhia aguarda o fim do processo de busca de um novo sócio para a MMX para definir um novo plano de negócios. O atual controlador, o empresário Eike Batista, já anunciou o interesse em reduzir sua participação na empresa, como vem fazendo em outros ativos do grupo.

Com a entrada de um novo parceiro, a MMX deve promover um aumento de capital. "Essa é a tendência", disse. Questionado, ele não quis fazer previsões sobre o comportamentos dos dois sócios estrangeiros na operação -a coreana SK Networs e a chinesa Wisco. "Essa é uma decisão que cabe exclusivamente a eles." Mas, adiantou que os parceiros já foram informados na última reunião do administração sobre os planos de Eike.

Na teleconferência, questionado por analistas, Gonzalez admitiu que a MMX enfrenta dificuldades para obter novos empréstimos, mas, garantiu já estar em negociações avançadas com dois bancos para rolar as linhas de crédito que vencem no segundo semestre.

Com o grupo X protagonizando uma crise de credibilidade, o presidente fez questão de garantir à plateia de investidores que a estratégia da MMX hoje é preservar o caixa até a entrada de um novo sócio. O atual caixa da empresa, segundo ele, é "suficiente" para manter suas atividades até o fim do processo de busca de um novo sócio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.