Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA
Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA

Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Com tensões políticas e 2ª onda de covid-19 na Europa, mercados fecham sem sinal único

Reino Unido, por exemplo, começou a retomar medidas de restrições e outros países do continente podem seguir o mesmo caminho; nos EUA, dia foi de recuperação após as perdas da última quarta

Sergio Caldas e Célia Froufe, correspondente, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2020 | 07h30
Atualizado 24 de setembro de 2020 | 19h09

SÃO PAULO E LONDRES - As Bolsas da Ásia e da Europa fecharam em baixa generalizada nesta quinta-feira, 24, em meio a preocupações com o impacto da pandemia do coronavírus na recuperação econômica do bloco europeu e com novas tensões na Península Coreana. Em Nova York, o dia foi favorável após as perdas do pregão anterior.

O aumento de casos de covid-19 em várias partes do mundo está reavivando temores sobre a retomada da economia global. Já na Europa, o ressurgimento do coronavírus levou o Reino Unido a retomar medidas de restrições e outros países do continente podem seguir o mesmo caminho.

Questões geopolíticas pesaram também nos negócios asiáticos, levando a Bolsa sul-coreana a liderar perdas na região. O mau humor na Ásia veio ainda na esteira de um forte movimento de liquidação nas bolsas de Nova Yorkque na última quarta-feira, 23, caíram entre 1,9% e 3%

Já nos Estados Unidos, a votação do pacote de estímulos fiscais continuou chamando a atenção dos investidores. Hoje, a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, disse que espera "estar em breve à mesa" com a oposição republicana para debater novos estímulos. Contudo, o clima eleitoral polarizado nos EUA e a disputa sobre a sucessão da juíza Ruth Bader Ginsburg na Suprema Corte ainda impedem que um acordo aconteça no Congresso americano. 

Bolsas da Ásia 

O Kospi caiu 2,59% em Seul, após notícias de que a Coreia do Norte matou a tiros um militar sul-coreano que estava desaparecido. Além disso, a Coreia do Sul relatou mais de 100 novos casos de covid-19 pelo segundo dia seguido.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 1,11% em Tóquio, enquanto o Hang Seng recuou 1,82% em Hong Kong e o Taiex registrou queda de 2,54% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 1,72%, a maior em duas semanas, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,46%. Na Oceania, a Bolsa australiana também ficou no vermelho nesta quinta, e o S&P/ASX 200 recuou 0,81% em Sydney

Bolsas da Europa 

Não há mais dúvidas de que a Europa passa por uma segunda onda de contaminações de coronavírus e as Bolsas definham na manhã desta quinta-feira, com todos os pregões no terreno negativo e o índice intercontinental Stoxx-600 em baixa de 0,80%, a 356,66 pontos. O setor de viagens e lazer é, mais uma vez, um dos mais afetados pelas novas restrições. Além disso, as moedas locais também se desvalorizam em relação ao dólar .

No velho continente, pesou o avanço da covid-19 em países europeus. Com isso, o Stoxx 600 caiu 1,02%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 1,30%, a de Paris perdeu 0,83% e a de Frankfurt recuou 0,29%. MilãoMadri e Lisboa tiveram baixas de 0,12%, 0,16% e 0,93% cada. 

Bolsas de Nova York

O jogo de interesses entre republicanos e democratas na aprovação do pacote fiscal antes das eleições de 3 de novembro segurou os ganhos em Nova York, mas não impediu que os índices voltassem a subir e encerrassem em alta. Hoje, Dow Jones fechou com alta de 0,20%, o Nasdaq teve ganho de 0,37% e o S&P 500 subiu 0,30%.

Por lá, ajudou a fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano). Mais cedo, ele disse que a inflação média dos EUA dá espaço para cortes de juros no futuro e também elogiou o ritmo de recuperação do país, que tem sido mais forte do que ele pensava. No entanto, ele também deixou no radar a preocupação com o aumento da inadimplência e reforçou a importância de se aprovar novas medidas de estímulos. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo recuaram no início do dia, com temores sobre a covid-19 e a retomada da demanda, pressionados também por um indicador dos Estados Unidos. Ao longo da sessão, contudo, a commodity ganhou fôlego, com o enfraquecimento do dólar e em meio a sinalizações de que ainda pode ser aprovado mais auxílio fiscal nos EUA.

Hoje, o petróleo WTI para novembro fechou em alta de 0,95%, a US$ 40,31 o barril, enquanto o Brent subiu 0,41%, a US$ 41,94 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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