Com pressão dos alimentos, inflação pelo IPC-S sobe 0,79%

Preços do grupo Alimentação avançaram 1,93%, a maior variação do período; índice fica dentro das estimativas

Reuters e Agência Estado,

08 de julho de 2008 | 08h12

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,79% na primeira prévia de julho, uma leve aceleração frente a alta de 0,77% registrada no fechamento de junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 8.   Veja também:  De olho na inflação, preço por preço  Entenda os principais índices Entenda a crise dos alimentos   Os preços do grupo Alimentação avançaram 1,93%, a maior variação do período. No fechamento de junho, os preços deste grupo subiram 1,85%.   A taxa anunciada hoje ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,72% e 0,85% e se posicionou levemente abaixo da mediana das expectativas (0,80%).   Segundo a FGV, a principal contribuição para a aceleração da taxa do indicador partiu de elevações de preços mais intensas em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, na passagem do IPC-S de até 30 de junho para o índice de até 7 de julho.   Mais uma vez, o destaque absoluto ficou por conta da inflação mais intensa no grupo Alimentação (de 1,85% para 1,93%), no período. Segundo a FGV, esse setor contou com deflações mais fracas e altas mais intensas nos preços de frutas (-4,08% para -1,42%), laticínios (0,66% para 1,01%) e pescados frescos (1,20% para 1,64%).   Em comunicado, a FGV adiantou ainda que "o avanço da taxa do grupo não foi maior, em função dos decréscimos registrados pelos itens: Hortaliças e Legumes (0,83% para -0,89%), Panificados e Biscoitos (1,61% para 0,95%), Arroz e Feijão (11,18% para 10,64%) e Carnes Bovinas (8,05% para 7,94%)".   Além de Alimentação, os outros grupos que apresentaram aceleração de preços, no mesmo período, foram os de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,58% para 0,59%); Despesas Diversas (de 0,36% para 0,40%) e Transportes (de 0,05% para 0,11%).   Já os grupos restantes apresentaram desaceleração de preços. É o caso de Habitação (de 0,33% para 0,30%); Vestuário (de 0,56% para 0,40%); e Educação, Leitura e Recreação (de 0,37% para 0,30%).   Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço foram apuradas no setor de alimentação. Segundo a fundação, as elevações de preços mais significativas foram registradas em feijão carioquinha (17,83%); carne moída (10,60%); e acém (12,72%).   Porém, o setor de alimentos, juntamente com o de tarifas, também respondeu pelas mais significativas taxas negativas de preços. É o caso das deflações registradas em mamão da Amazônia - papaya (-17,11%); tarifa de eletricidade residencial (-0,66%); e alface (-7,65%). O IPC-S da primeira prévia de julho mediu a variação dos preços entre os dias 8 de junho e 7 de julho, comparado com a variação apurada entre os dias 8 de maio e 7 de junho.

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