REUTERS/Carlos Barria
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Com progresso em acordo entre EUA e China, Bolsa caminha para novo recorde

Ibovespa tem forte alta e dólar opera abaixo dos R$ 4

Maria Regina Silva e Monique Heemann, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2019 | 15h09

A informação de que Estados Unidos e China tiveram progresso nas negociações comerciais impulsionam o rendimento dos títulos norte-americanos e a Bolsa brasileira aproveitou para ampliar seus ganhos.  A pouco, por volta das 14h, o índice à vista da B3, o Ibovespa, marcou 108.492,42 pontos, caminhando para um novo recorde. 

De acordo com o Ministério do Comércio chinês, "os dois lados conduziram discussões sérias e construtivas sobre como abordar adequadamente suas principais preocupações e chegaram a um consenso sobre princípios". O dólar, por sua vez, seguiu em queda, na faixa de R$ 3,98.

Além do avanço nas conversas comerciais, a avaliação menos desfavorável em relação à economia norte-americana, embora em tom moderado, ganhou novo reforço nesta tarde nas palavras de dois representantes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). 

O vice-presidente para Supervisão do Fed, Randal Quarles, disse que a economia está se saindo bem e disse estar otimista sobre a perspectiva, a despeito de esperar alguma desaceleração nos ganhos de vagas de emprego no país.

Já o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, voltou a afirmar que a economia está em um bom lugar e que tem avançado em ritmo moderado. Segundo ele, há evidentes riscos negativos para a economia dos EUA. "O comércio global parece ser vento contrário à indústria e investimentos nos EUA", disse.

Às 14h32, o Ibovespa tinha alta de 1,16%, aos 108.468,66 pontos. As ações da Suzano prosseguiam na lista das maiores elevações, com 8,52%, que ainda era composta por Magazine Luiza ON (4,17%), Vale ON (3,09%) e Gerdau PN (3,72%). Além da mineradora Vale, os papéis ON e PN Petrobrás subiam perto de 2,00%. 

O dólar à vista cedia 0,69%, a R$ 3,9819. Já o contrato DI com vencimento em 2021 tinha taxa de 4,47%, ante 4,48% do ajuste de ontem. Já o contrato DI com vencimento em 2023 tinha taxa de 5,36% ante 5,41% do ajuste da véspera.

 

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