Com queda anual de 36,3%, produção de automóveis é destaque negativo em junho

Queda da produção reflete atividade fraca da economia, que aumentou o estoque de carros e diminuiu as vendas

Yolanda Fordelone, O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2014 | 09h31

O ritmo fraco da economia já dá sinais de desaceleração não só da produção industrial como um todo como também na indústria de automóveis. Em junho, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias apareceu como uma das principais influências negativas para a queda da produção industrial. Foi destaque negativo em todas as comparações.

Segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação entre junho deste ano e o mesmo mês em 2013, a produção automobilística recuou 36,3%. O resultado foi pressionado pela menor fabricação de automóveis, de caminhões, de caminhão-trator para reboques e semirreboques, de autopeças e de veículos para transporte de mercadorias. 

A fabricação de automóveis especificamente recuou 35,1% em junho deste ano em relação a junho de 2013. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pela concessão de férias coletivas em várias montadoras. A GM não só concedeu férias coletivas, como anunciou que pretende suspender temporariamente o contrato de mil trabalhadores para ajustar a produção à demanda menor por veículos. 

Na comparação entre junho e maio, a queda da produção foi de 12,1% no mês. A produção industrial como um todo caiu 1,4% no mês e 6,9% na comparação anual.

Vendas menores. A queda da produção de automóveis reflete também a diminuição das vendas no setor, que ultimamente vem aumentando o estoque de carros. Os dados de vendas de junho do IBGE ainda não foram divulgados, mas segundo a Pesquisa Mensal do Comércio de maio as vendas da indústria automobilística caíram 1,9% no mês e 5,6% no ano. Em relação a maio do ano passado, houve queda de 6,3%.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas caíram 7,6% no primeiro semestre, fazendo com que montadoras já passassem a rever suas projeções para 2014. A Anfavea chegou a declarar que a indústria havia atingido o "fundo do poço", mas que tinha expectativa de que melhorasse no segundo semestre.

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