Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Com queda de vendas nas lojas físicas, lojistas do Brás e Bom Retiro planejam marketplace próprio

Comerciantes da região, compostos em sua maioria por imigrantes coreanos, serão estimulados por entidades a abrirem suas 'lojinhas virtuais'; bairros respondem por 20% do comércio de vestuário do País

Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 10h00

O Brás e o Bom Retiro, bairros de comércio de vestuário, representam 20% desse setor no Brasil. Estima-se que a região movimente cerca de R$ 40 bilhões por ano. Com a pandemia do novo coronavírus e o fechamento do comércio, porém, as lojas perderam fluxo e receita. Como os estabelecimentos desses locais são, em grande parte, de imigrantes coreanos, associações voltadas a esse público promovem na próxima terça-feira um evento para incentivá-los a abrirem suas "lojinhas virtuais". O foco é o lançamento de espaços digitais próprios e não dependentes de grandes marketplaces. Até porque, já se planeja a criação de um shopping virtual da região.

A seção brasileira da Overseas Korean Traders Association (Okta) - junto com o Consulado Geral da República da Coreia do Sul e a Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV) - planeja estimular os comerciantes a investirem em sua presença digital para dar mais volume às suas vendas. "Mundialmente, a Coreia do Sul é um fenômeno no varejo por e-commerce. Ao contrário do que acontece no resto do mundo, onde o segmento é liderado por novos players, na Coreia esse desempenho está nas mãos de varejistas tradicionais", afirma a organização do evento. Ou seja, a ideia de ficar dependente do tráfego de grandes varejistas com presença digital, não é agradável a esse setor.

Está nos planos dessas instituições, portanto, agrupar os estabelecimentos virtuais da região de Brás e do Bom Retiro, futuramente, em outlets virtuais, em um modelo de marketplace.

Alexandre Ahh, vice-presidente da Okta diz que, no momento, há lojistas com produção e vendas paralisadas devido à falta de insumos para indústria têxtil. "As importações de matéria prima já voltaram a acontecer. Cremos que em torno de um mês a situação se normalize", diz. As dificuldades de produzir nesse setor vieram há uma semana, quando o Estadão/Broadcast noticiou a paralisação.

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