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Com queda dos estoques nos EUA, petróleo atinge US$80 o barril

No Brasil, ações da Petrobras sobem e combustíveis podem ser reajustados

Reuters e Agência Estado,

12 de setembro de 2007 | 16h16

O preço do petróleo negociado em Nova York chegou a ser cotado a US$ 80 o barril, em novo patamar recorde, nesta quarta-feira. A alta foi puxada pelos dados sobre os estoques do produto nos Estados Unidos, que tiveram uma forte queda na última semana, de acordo com números divulgados nesta quarta pelo governo. No final da tarde, o contrato de petróleo com entrega para outubro subia US$ 1,48, a US$ 79,71 o barril. A alta acontece apesar da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar sua produção em 500 mil barris por dia, anunciada na terça. No Brasil, as ações da Petrobras reagem em alta. As preferenciais (PN, sem direito a voto) são vendidas a R$ 64,02, em alta de 0,64%. As ordinárias (ON, com direito a voto) subiram 0,59%, vendidas a R$ 54,62. Onten, o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou que a companhia não deverá reajustar os preços dos combustíveis por enquanto, pois a diretoria da estatal considera que ainda não houve efetivamente uma mudança no nível de preço do petróleo no mercado internacional. Ele reafirmou que a empresa continua com sua política de manter os preços domésticos alinhados aos internacionais, mas sem transferir para o mercado interno a volatilidade da cotação da commodity.Barbassa considera que os preços do óleo estão diretamente vinculados ao ritmo da atividade econômica mundial. Ele não quis fazer previsões quanto à tendência dos preços no curto prazo. "Há avaliações em todos os sentidos. Tem gente que estima preços acima de US$ 100 o barril e outros prevendo queda nos próximos meses", comentou. Se os preços continuarem muito elevados durante muito tempo, porém, 'é natural' que surjam substitutos, seja através de outros produtos, ou pela exploração de novas áreas. Previsão de consumo Nesta quarta, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu levemente sua previsão de aumento de consumo mundial de petróleo no restante desse ano e em 2008 por causa do impacto econômico gerado pela crise no setor de hipoteca subprime nos Estados Unidos (de alto risco de calote).  "O crescimento econômico provavelmente vai sofrer em certo grau, criando um risco de baixa para a demanda de petróleo, embora o impacto ainda seja muito incerto", afirmou a AIE, que congrega 26 países membros e cuja sede fica em Paris.  Mas ela alertou que o risco para os preços do petróleo no curto prazo "estão claramente apontando para o alto" mesmo embora "existam talvez riscos de baixa por causa da demanda quando entramos em 2008". A atual pressão altista sobre os preços é gerada principalmente pela preocupação com os baixos estoques de petróleo nos Estados Unidos e outros países consumidores. A projeção para a demanda mundial de petróleo em 2008 foi reduzida em 160 mil barris diários, para 88 milhões de barris por dia, o que ainda representaria um crescimento de 2,4% sobre 2007. Para o quarto trimestre de 2007, a previsão de demanda foi reduzida em 250 mil barris por dia, para 87,8 milhões de barris diários. Mesmo assim, o consumo mundial deverá crescer 1,7% neste ano em relação a 2006.

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